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O mercado de fundos imobiliários iniciou 2026 com perspectiva de crescimento ao longo do ano. Neste cenário, segundo relatório do Santander, a recomendação atual é de uma carteira com maior exposição a fundos de “tijolo”, com peso de 60%, enquanto os FIIs de “papel” devem representar 40%.
Além disso, o banco projeta a entrada de pelo menos 400 mil novos investidores em 2026, o que pode levar a base total a cerca de 3,4 milhões de cotistas. O cenário reflete a melhora gradual das condições macroeconômicas e a expectativa de continuidade no ciclo de queda da Selic.
Nos últimos 12 meses, o IFIX acumulou valorização de cerca de 25%, com destaque para os fundos de “tijolo”, que avançaram aproximadamente 27% no período.
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Neste início de 2026, o movimento positivo se manteve, com altas de 2,3% em janeiro e 1,3% em fevereiro, antes de uma correção de 1,96% em março até o dia 25. De acordo com o banco, essa recente queda está relacionada a um ambiente externo mais volátil e à realização de lucros por parte dos investidores, após o ciclo de valorização observado ao longo do último ano.
Outro ponto destacado no relatório é a redução dos descontos em relação ao valor patrimonial. Em janeiro de 2025, os FIIs eram negociados, em média, com desconto de 22%. Em março de 2026, esse patamar caiu para cerca de 14%, indicando uma reprecificação relevante dos ativos.

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Mercado pode ganhar 400 mil investidores
O Santander projeta que o mercado de FIIs poderá registrar valorização das cotas, aumento da liquidez e novas captações ao longo de 2026.
Além disso, a base de investidores deve continuar em expansão. A estimativa é de entrada de pelo menos 400 mil novos cotistas no ano, levando o total para cerca de 3,4 milhões de investidores — o equivalente a aproximadamente 1,6% da população brasileira.
Atualmente, cerca de 3,1 milhões de pessoas investem em FIIs. Apenas nos dois primeiros meses de 2026, o mercado já registrou a entrada de mais de 100 mil novos participantes.
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Os FIIs de tijolo e papel recomendados
Em relatório, o Santander destacou seus preferidos no segmento de “tijolo”. Na lista estão os fundos logísticos Vinci Logística (VILG11) e Bresco Logística (BRCO11).
Por sua vez, no segmento híbrido, os fundos imobiliários Guardian Real Estate (GARE11) e TRX Real Estate (TRXF11). Já no setor de shoppings, XP Malls (XPML11) e Hedge Brasil Shopping (HGBS11). Em escritórios, Tellus Properties (TEPP11) e Kinea Oportunidades Real Estate (KORE11).
Já entre os FIIs de “papel”, o banco prioriza fundos com maior exposição ao IPCA e menor dependência do CDI, com destaque para Mauá Capital Recebíveis Imobiliários (MCCI11), Patria Recebíveis Imobiliários (HGCR11) e Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11).
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