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O Ifix, índice que reúne os principais fundos imobiliários negociados na B3, encerrou a quinta-feira (24) com queda de -0,01%, cotado aos 2.859 pontos.
Os destaques do pregão foram
Maiores altas desta quinta-feira (24):
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| Ticker | Nome | Setor | Variação (%) |
| SNFF11 | Suno FoF | FoF | 3,00 |
| SNCI11 | Suno Recebíveis | Títulos e Val. Mob. | 2,57 |
| SARE11 | Santander Renda | Híbrido | 2,07 |
| BTAL11 | BTG Pactual Agro | Agro | 1,75 |
| GALG11 | Guardian Logística | Logística | 1,62 |
Fonte: B3
Maiores baixas desta quinta-feira (24):
| Ticker | Nome | Setor | Variação (%) |
| KNRI11 | Kinea Renda Imobiliária | Híbrido | -1,29 |
| CARE11 | Brazilian Graveyard and Death Care | Cemitérios | -1,73 |
| NSLU11 | Hospital Nossa Senhora de Lourdes | Hospital | -2,10 |
| VTLT11 | Votorantim Logística | Logística | -2,47 |
| VINO11 | Vinci Offices | Lajes Corporativas | -2,52 |
Fonte: B3
Um relatório do Itaú BBA sobre fundos imobiliários de lajes corporativas indica que o segmento é o que apresenta o maior desconto atualmente. Considerando os FIIs incluídos no Ifix (índice que reúne os fundos mais negociados na B3), os focados em escritórios estão sendo negociados por 72% do seu valor patrimonial, na média.
É um nível bem abaixo do registrado em outros segmentos. Os FIIs de ativos financeiros – ou de “papel”, como também são chamados – negociam atualmente a 94% do valor patrimonial, em média, enquanto a carteira integral do Ifix apresenta um índice de 88%.
A conta considera o indicador de preço sobre valor patrimonial (P/VPA) das cotas dos FIIs. Quando o resultado é próximo de 1 (ou 100%), a leitura é de que o fundo está sendo negociado a um preço perto do que seria o justo. Resultados abaixo disso sugerem um desconto nas cotas e acima, uma valorização delas.
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“Em nossa opinião, fundos de lajes corporativas continuam sendo oportunidades de ganho de capital, seja pelo desconto em relação aos valores patrimoniais, pela comparação com o custo de reposição ou pelo desconto frente as transações que aconteceram recentemente”, afirma o relatório.
Os analistas argumentam que questões envolvendo o home office – que esvaziou os escritórios nas piores fases da pandemia de coronavírus – foram praticamente endereçadas, com alguns setores retornando ao trabalho 100% presencial, enquanto outros adotaram jornadas remotas ou flexibilizadas, com alguns dias de trabalho presencial e outros de remoto.
“Por mais que o cenário econômico ainda esteja complicado e a própria dinâmica de mercado para os fundos imobiliários de lajes corporativas ainda não seja das melhores, o apetite pelo setor continua. Ao longo dos últimos meses, observamos transações envolvendo investidores do mercado privado e fundos imobiliários, como é o caso do VBI Prime Properties (PVBI11), que recentemente vendeu sua participação em um de seus ativos e está em processo de incorporar o imóvel que consta no portfólio do VLOL11“, detalha o documento.
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Sobre o mercado de escritórios, os analistas do Itaú destacam que em São Paulo, a desocupação pode ter registrado o pico no terceiro trimestre de 2021, com as regiões mais valorizadas da cidade apresentando hoje taxas de ocupação acima dos 90%, “o que é ótimo para os fundos que possuem ativos nessas localidades, pois o poder de barganha vai para as mãos dos donos das lajes, os próprios fundos”.
Já no Rio de Janeiro, o cenário é mais complicado, dado o nível elevado de vacância e a fragilidade econômica da cidade, ainda sem uma melhora consistente na absorção de novas áreas. “Sendo assim, continuamos preferindo ativos localizados na cidade de São Paulo, preferencialmente nas regiões premium, que mostraram resiliência e apresentam patamares de ocupação altos, além da possibilidade de aumento no preço médio pedido”.
Mudanças no XPCI11
Confira as últimas informações divulgadas por fundos imobiliários em fatos relevantes:
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XPCI11 anuncia mudança de administrador
O XP Crédito Imobiliário (XPCI11) informou em fato relevante a mudança de administrador do fundo. A representação que era da Vórtx Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários LTDA passa a ser feita agora pela XP Investimentos Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.
A mudança ocorrerá a partir de 24 de novembro de 2022. A escrituração de cotas do fundo passa a ficar a cargo da instituição prestadora Oliveira Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.
Dividendos hoje
Confira os FIIs que distribuem rendimentos nesta quinta-feira (24):
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| Ticker | Fundo | Rendimento |
| SNFF11 | SUNO FUNDO DE FUNDOS DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO | R$ 0,65 |
| [ativo=SNCI14] | SUNO RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO | R$ 0,45 |
| [ativo=RBRX11] | RBR PLUS MULTIESTRATÉGIA REAL ESTATE FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO | R$ 1,50 |
| [ativo=SIGR13] | SIG CAPITAL RECEBÍVEIS PULVERIZADOS FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO | R$ 1,00 |
| MCHY11 | FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO MAUÁ HIGH YIELD – FII | R$ 1,40 |
| MATV11 | MORE GESTÃO ATIVA DE RECEBÍVEIS FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO | R$ 0,60 |
| [ativo=SIGR11] | SIG CAPITAL RECEBÍVEIS PULVERIZADOS FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO | R$ 1,00 |
Giro imobiliário: prévia da inflação de novembro e incertezas nos FIIs
IPCA-15 sobe 0,53% em novembro
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) voltou a registrar alta em novembro, de 0,53% ante outubro, informou nesta quinta-feira (24) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado ficou 0,37 ponto percentual (p.p.) acima do resultado de outubro (0,16%).
A inflação anunciada em outubro ficou abaixo do consenso Refinitiv, que esperava 0,56% de alta na comparação com o mês anterior.
Com o resultado anunciado nesta quarta, o IPCA-15 acumula uma alta de 5,53% no ano. A taxa em 12 meses ficou em 6,17%. A projeção era maior, de 6,21%.
FIIs: vender, comprar ou esperar?
O cenário político provoca turbulência em todo o mercado. Isso inclui os fundos imobiliários. Os investidores olham para os números negativos e ficam em dúvida com relação ao futuro. Nas últimas duas semanas, até sexta-feira (18), os FIIs incluídos no Ifix (índice que reúne os principais fundos da B3) perderam mais de R$ 4,6 bilhões em valor de mercado, mostra levantamento do Clube FII.
Dentre as categorias mais afetadas, os FIIs de recebíveis (ou de “papel”, como também são chamados) e do setor de logística perderam R$ 1,4 bilhão e 1,0 bilhão em valor de mercado, respectivamente, terminando o período como os segmentos campeões em termos de desvalorização.
Fundos de lajes comerciais também foram bastante afetados, ao apresentar perdas de R$ 671 milhões. Em seguida, vieram fundos de shopping/varejo, com R$ 474 milhões a menos em valor de mercado. Na prática, isso seria o mesmo que uma perda de R$ 95 milhões por fundo, em média, já que há cinco produtos voltados para o segmento de shopping e varejo dentro do Ifix.
Diante disso, os investidores querem saber o que provocou esse cenário e o que esperar para 2023. Esse são alguns dos pontos que foram abordados no Liga de FIIs, programa produzido pelo InfoMoney, do qual participaram Rodrigo Medeiros, do Desmistificando FIIs, Maria Fernanda Violatti, analista da XP, e Thiago Otuki, economista do Clube FII.
O cenário de volatilidade desperta dúvidas, mas pode oferecer umas boas oportunidades para o investidor.
A única certeza, de acordo com Medeiros, é de que teremos turbulências até o fim do ano. “O mercado está pressionado desde a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno. Mas todos os dias temos uma nova notícia que mexe com os ânimos: furo no teto de gastos, política fiscal, a falta de nomes que vão ocupar a equipe econômica em 2023. Isso tudo provoca alerta”, afirma Medeiros.
Mas afinal, é melhor vender, esperar ou comprar? Com certeza não é hora de vender, detalha Medeiros. Quem souber avaliar bem o mercado pode converter o cenário e usá-lo a seu favor.
O ciclo imobiliário é diferente. “Há aproximadamente três ou quatro anos, o aluguel dos imóveis da Avenida Faria Lima, uma das mais disputadas pelas empresas em São Paulo, estava em baixa. Hoje os valores batem recorde. E não há imóvel disponível. Por isso o estresse pode ser usado para fazer uma boa carteira”, ressalta.
Os fundos de “tijolo”, há pouco tempo, tinham apresentado desvalorização. Rapidamente, essa equação se inverteu. Esses fundos subiram e os de “papel” desvalorizaram acima do esperado. A situação hoje é atípica, de acordo com Medeiros – estão todos muito descontados.
Para ele, o indicado é desapegar da cotação e olhar para o cenário operacional do fundo. O fundo de “papel” se beneficia porque o spread de juros dele aumenta. Por outro lado, fundos de “tijolo” estão com desconto muito relevante. “Prova disso é que vemos fundos de ‘tijolo’ vendendo suas propriedades com frequência”. Quando o mercado estressa, como neste momento, os FoFs (fundos de fundos imobiliários) ficam mais descontados.