Central de FIIs

Ifix fecha em queda de 0,24%; HCTR11 cai mais de 7%

O HCTR11 é, mais uma vez, o destaque de baixa da sessão, com perdas de mais de 8%

Por  Wellington Carvalho -

O IFIX – índice que reúne os fundos imobiliários mais negociados na Bolsa – fechou a sessão desta segunda-feira (18) em queda de 0,24%, aos 2.801 pontos. O Hectare CE (HCTR11) foi o destaque das maiores baixas do dia, com perdas de mais de 7,3%. Na semana passada, o fundo já tinha caído 9,93%. Confira os demais destaques do pregão ao longo do Central de FIIs.

Maior fundo imobiliário em número de cotistas – 506 mil – o Maxi Renda (MXRF11) viu as cotas do fundo caírem mais de 10% após decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que questionava a distribuição de dividendos da carteira. Nas últimas sessões, porém, os papéis sinalizaram recuperação e já recuperam parte das perdas acumuladas desde 25 de janeiro.

O Maxi Renda é pivô de uma discussão que movimentou a indústria dos fundos imobiliários no início de 2022. Com base nos dados da carteira, a CVM alterou o entendimento sobre a distribuição de dividendos dos FIIs. O Maxi Renda recorreu da decisão e, agora, aguarda o posicionamento final da autarquia, esperado por gestores, especialistas e investidores.

Leia mais:

Quase três meses depois do início da polêmica, as cotas do Maxi Renda acumulam cinco semanas de ganhos. Na última, os papéis registraram alta de 2,54%, a maior desde a semana iniciada no dia 30 de janeiro. Em abril, o Maxi Renda sobe 4,6%, conforme mostra o gráfico do fundo no InfoMoney.

Fonte: InfoMoney

Em recente entrevista ao InfoMoney, André Masetti, gestor da XP Asset, considerou desproporcional a resposta inicial do mercado ao fundo.

“O fundo fechou 2021 com lucro contábil positivo. Mesmo os números anteriores, analisados pela CVM, justificariam uma desvalorização de R$ 0,20 a R$ 0,25 nas cotas”, e não de R$ 1, como se verificou, destaca.

 

Maiores altas desta segunda-feira (18)

TickerNomeSetorVariação (%)
RBRL11RBR LogLogística1,66
XPSF11XP SelectionOutros1,37
HGFF11CSHG FoFTítulos e Val. Mob.1,32
KISU11KILIMATítulos e Val. Mob.1,29
LVBI11VBI LogisticoLogística1,28

 

Maiores baixas desta segunda-feira (18):

TickerNomeSetorVariação (%)
HCTR11HectareOutros-7,31
DEVA11DevantTítulos e Val. Mob.-4,57
TORD11Tordesilhas EIOutros-4,35
VSLH11Versalhes Recebiveis ImobiliariosOutros-3,11
BLMG11Bluemacaw LogísticaLogística-1,42

Fonte: B3

Rio Bravo High Grade (RBHG11) contrata a XP como formadora de mercado

O fundo Rio Bravo Crédito Imobiliário High Grade anunciou, na sexta-feira (14), a contratação da XP Investimentos para a função de formador de mercado das cotas da carteira.

Reconhecido e cadastrado pela B3, o formador de mercado tem como função estimular a liquidez de ativos negociados na Bolsa, mantendo de forma regular e contínua ofertas de compra e venda durante o pregão. Além de facilitar a negociação dos papéis, o formador de mercado também evita movimentos artificiais das cotações.

Atualmente, a negociação das cotas do Rio Bravo Crédito Imobiliário High Grade tem liquidez média diária de R$ 317 mil. Na lista dos maiores volumes, o Iridium (IRDM11) lidera com R$ 13,7 milhões.

No fato relevante que comunicou a contratação da XP Investimentos, o fundo não detalhou os custos e prazos da prestação de serviço.

Dividendos de hoje

Confira quais são os oito fundos imobiliários que distribuem rendimentos nesta segunda-feira (18):

TickerFundoRendimento
LPLP11Lago Da Pedra R$  10,87
FMOB11IMMOB III R$    2,04
CVBI11VBI CRI R$    1,12
RVBI11VBI Reits Fof R$    0,75
BLCA11Bluemacaw Catuaí R$    0,51
RBFF11Rio Bravo  FoF R$    0,47
IMIV13FII Bragança R$    0,10
IMMO13IMMOB II R$    0,10

Fonte: InfoMoney

Obs.: Tickers com final diferente de 11 se referem aos recibos e direitos de subscrição dos fundos.

Giro Imobiliário: busca por escritório sobe após dois anos, aponta Buildings

Com a redução de casos de covid-19 na esteira do avanço da vacinação, os escritórios de São Paulo estão voltando, aos poucos, a serem ocupados. Há empresas que já viraram a chave e começaram a expandir seus espaços após dois anos repletos de dúvidas sobre a volta ao trabalho presencial. E, pela primeira vez desde que a pandemia foi decretada, em março de 2020, os números de ocupação de lajes corporativas na capital paulista começam a apresentar uma recuperação – ainda que tênue.

No primeiro trimestre deste ano, segundo a consultoria Buildings, houve uma melhora na taxa de vacância, que mostra a quantidade de edifícios corporativos desocupados. Em relação ao fim do ano passado, esse índice recuou de 21,3% para 21%. Parece pouco, mas é um alento que o setor está celebrando.

Essa visão positiva tem razão de ser: o total de espaços vagos caiu a despeito da entrega de novos prédios comerciais, o que pode apontar para novas recuperações ao longo de 2022. Segundo o sócio-diretor da Buildings, Fernando Didziakas, a recuperação desse mercado poderá ocorrer de forma mais célere do que inicialmente previsto – e isso apesar de o trabalho híbrido ter chegado para ficar. “Nos últimos dois anos pairou uma grande dúvida sobre o setor de lajes corporativas. Hoje vemos com olhar otimista esse movimento de retorno aos escritórios. Muitas empresas voltaram a aumentar seu espaço”, diz.

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