Ifix fecha mais uma sessão no azul; FII DEVA11 sobe 7% e é destaque do dia

E mais: 13 fundos pagam dividendos hoje; nova emissão de cotas do EVBI11; FII aluga imóveis ao estilo “Airbnb” mirando retorno de 10% ao ano

Wellington Carvalho

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O Ifix – índice dos fundos imobiliários mais negociados na Bolsa – fechou a sessão desta terça-feira (9) com alta de 0,40%, aos 2.910 pontos. Foi a oitava sessão seguida de ganhos do indicador. No mês, a alta é de 1,82%.

O FII Devant Recebíveis (DEVA11) operou com forte alta ao longo do dia, encabeçando a lista dos maiores ganhos entre os fundos imobiliários mais negociados na Bolsa. No final do pregão, a carteira registrou alta de 7,01%.

O desempenho ocorre um dia após o anúncio do dividendo que o fundo pagará aos cotistas em maio. Em abril, influenciado pela inadimplência de uma série de CRIs (certificados de recebíveis imobiliários), o fundo teve de reduzir o repasse aos investidores. Mas, diferentemente de outras carteiras, o (DEVA11) elevou os rendimentos que serão depositados este mês.

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No próximo dia 15, o fundo pagará R$ 0,85 por cota, acima do dividendo de R$ 0,70 do mês anterior – mas ainda abaixo dos R$ 0,90 distribuído em março e do montante de R$ 1,10, de fevereiro.

A recuperação parcial na distribuição de dividendos pode representar um alívio para os investidores do Devant Recebíveis dado que outros FIIs prejudicados pela inadimplência dos CRIs mantiveram, em maio, o patamar de rendimentos observado em abril.

O Hectare CE (HCTR11), por exemplo, pagará no próximo dia 17 o montante de R$ 0,50 por cota. O valor é o mesmo de abril, mas abaixo dos R$ 0,70 de março e do R$ 1,00 de fevereiro. Em janeiro, o fundo pagou aos investidores R$ 1,10 por cota.

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O Versalhes RI (VSLH11) depositará em maio os mesmos R$ 0,03 por cota pagos no mês passado, metade do rendimento observado em março – que já estava bem abaixo do montante distribuído no ano passado, que chegou a R$ 0,14 por cota.

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Maiores altas desta terça-feira (9):

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Ticker Nome Setor Variação (%)
DEVA11 Devant Títulos e Val. Mob. 7,01
BTRA11 BTG Pactual Terras Agrícolas Agro 2,87
MCHF11 Mauá Capital Hedge Fund Títulos e Val. Mob. 2,82
HGRE11 CSHG Real Estate Lajes Corporativas 2,8
ARCT11 Riza Arctium Real Estate Híbrido 2,23

Maiores baixas desta terça-feira (9):

Ticker Nome Setor Variação (%)
TORD11 Tordesilhas EI Desenvolvimento -2,96
VSLH11 Versalhes Recebíveis Imobiliários Títulos e Val. Mob. -2,8
SARE11 Santander Renda Híbrido -1,8
XPCI11 XP Crédito Imobiliário Títulos e Val. Mob. -1,74
GTWR11 Green Towers Lajes Corporativas -1,49

Fonte: B3

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Redução nos dividendos do MAXR11 e nova emissão de cotas do EVBI11

Dividendo do MAXR11 pode cair até R$ 0,08 por cota com atraso no pagamento de aluguel

O FII Max Retail comunicou ao mercado que não recebeu de um dos locatários o pagamento integral do aluguel referente ao mês de março de 2023 – com vencimento em abril. O fundo não divulgou o nome do inquilino.

Em comunicado ao mercado, a carteira estima que o atraso reduz a distribuição de rendimentos do fundo em aproximadamente R$ 0,08 por cota.

“A administradora [do fundo] informa que vem trabalhando em conjunto com o consultor imobiliário, visando fazer jus aos valores em aberto, com o objetivo de gerar valor para o FII e seus cotistas”, aponta o documento.

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O portfólio do MAXR11 é composto por nove imóveis que, juntos, somam uma área bruta locável (ABL) de cerca de 60 mil metros quadrados.

Entre os inquilinos do fundo estão nomes como Americanas ([ativo=AMER11]), Magazine Torra Torra, BIG e Delicat.

EVBI11 quer captar até R$ 24 milhões em nova oferta

O FII VBI Consumo Essencial aprovou a realização da oitava emissão de cotas do fundo, que pretende captar até R$ 24,2 milhões, conforme aponta fato relevante divulgado pela carteira.

O valor unitário dos novos papéis foi fixado em R$ 97,80 e a taxa de distribuição será de R$ 0,20, totalizando um preço de subscrição de R$ 98.

Na abertura da sessão desta terça-feira (9), as cotas do EVBI11 eram negociados na casa dos R$ 94, ou seja, abaixo do valor de subscrição. O valor patrimonial do fundo – espécie de preço justo – está em R$ 99,19 por cota.

Cotistas com posição no final da sessão de quinta-feira (11) terão direito de preferência na oferta, que poderá ser exercido entre os dias 16 e 26 de maio.

Com patrimônio de R$ 189 milhões, o VBI Consumo Essencial possui seis imóveis que somam uma ABL de 42,4 mil metros quadrados. Os espaços estão locados para empresas como Grupo Pão de Açúcar (GPA) e Sodimac.

Dividendos hoje

Confira os FIIs que distribuem dividendos nesta terça-feira (9):

Ticker Rendimento Rentabilidade
CACR11  R$        1,51 1,44%
GGRC11  R$        1,02 0,89%
FVPQ11  R$        1,00 1,00%
VTLT11  R$        0,88 0,95%
RBLG11  R$        0,88
AIEC11  R$        0,77 1,28%
VSHO11  R$        0,69 1,02%
PATL11  R$        0,60 0,92%
QAGR11  R$        0,42 0,97%
PATC11  R$        0,31 0,46%
NVHO11  R$        0,08 0,74%
RBVO11  R$        0,01 0,12%
AROA11  R$        0,00

Fonte: StatusInvest

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Giro Imobiliário: FII aluga imóveis ao estilo “Airbnb” mirando retorno de 10% ao ano; novo Fiagro no mercado e mais assuntos

FII aluga imóveis ao estilo “Airbnb” mirando retorno de 10% ao ano; modelo faz sentido?

Alugar imóveis por temporada, no estilo Airbnb, é o que faz um fundo de investimento imobiliário de renda residencial voltado para o short stay, ou seja, estadias de curta permanência. Pouco comum no Brasil, algumas gestoras começam a colocar em prática essa estratégia, como o Vectis Renda Residencial (VCRR11), que espera com isso entregar um retorno acima de outros fundos de renda urbana.

“A gente gosta desse modelo que é mais um concorrente de hotelaria. O aluguel de curto prazo é onde a gente acha que vai conseguir a maior rentabilidade”, diz Laercio Boaventura, sócio e diretor de investimentos da Vectis Gestão.

O VCRR11 tem um patrimônio de R$ 257 milhões e o compromisso de entregar, por 36 meses, um retorno de ao menos 8% ao ano ao investidor. Depois disso, à medida que o volume de unidades disponíveis para locação crescer, a meta sobe para 10% ao ano.

Todo o dinheiro do fundo foi utilizado para comprar e mobiliar unidades de apartamentos em quatro empreendimentos da Cyrela (CYRE3) na capital paulista. A gestão das locações é feita pela plataforma Charlie, uma proptech especializada na administração de imóveis para estadia curta. Diferente do Airbnb, que apenas disponibiliza os imóveis, essa empresa também inclui a gestão, como limpeza e mobiliário.

O VCRR11 terá ao todo 340 imóveis. Os 48 primeiros já foram entregues e ficam no empreendimento Cyrela For You Vila Mariana, com diárias em torno de R$ 250. Os outros três empreendimentos que terão unidades do fundo também são da Cyrela (Atmosfera Vila Mariana, Iconyc e On The Parc).

Cyrela lança em SP seu prédio mais alto, com valor geral de vendas estimado em R$ 500 mi

A Cyrela Brazil Realty (CYRE3) está lançando o prédio mais alto da sua história, com 150 metros de altura e 42 andares, situado na Avenida Sumaré. O projeto será o edifício mais alto de Perdizes e o nono no ranking da cidade de São Paulo.

Batizado de On The Sky by Yoo – a altura serve de referência até para o nome – ele também representa o maior investimento em marketing da incorporadora em um único empreendimento. Serão cerca de R$ 25 milhões em campanhas, materiais e atividades, montante que corresponde a 5% do valor geral de vendas de R$ 500 milhões estimado.

“Nunca nós gastamos tanto em campanha para um único projeto”, disse o copresidente da incorporadora, Efraim Horn. A única exceção foi o residencial e comercial de luxo Éden, lançado no ano passado no Brooklyn, mas ali as vendas foram bem maiores, estimadas em R$ 2 bilhões.

O On The Sky by Yoo será erguido em um terreno de 6,5 mil metros quadrados onde havia uma concessionária em Perdizes. Em um espaço assim, normalmente são erguidos dois prédios. “Mas prédios assim já fizeram 500 nos últimos anos”, observou Horn. Então, a Cyrela optou por construir uma única torre e explorar a vista como um apelo de venda.

StoneX e BMI lançam novo Fiagro

A StoneX, empresa global de serviços financeiros, e o BMI (Banco Mercantil de Investimentos), unidade de operações estruturadas do grupo Mercantil do Brasil, se uniram para colocar no mercado mais uma opção de Fiagro – fundos de investimento em cadeias produtivas do agronegócio.

Regulamentado em março de 2021, o segmento de Fiagros já conta com pelo menos 33 fundos, de acordo com dados da B3. Destinado principalmente ao investidor pessoa física, o produto funciona de forma similar aos fundos imobiliários, com possibilidade de isenção de impostos e distribuição de dividendos, que podem chegar a até 95% dos lucros.

“Nosso objetivo é trazer soluções eficientes, aproveitando a maior expertise da empresa, que desde a sua origem busca entendimento e aprofundamento das necessidades no agronegócio”, diz Fabio Solferini, CEO da StoneX.

A formatação do novo Fiagro entre as duas empresas já foi iniciada e em breve serão divulgados os detalhes do produto ao mercado.

“A experiência da StoneX no mercado do agronegócio será crucial para proporcionar novas oportunidades de negócios e investimentos ao mercado brasileiro”, destacou Paulo Henrique Araújo, CEO do BMI.

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Wellington Carvalho

Repórter de fundos imobiliários do InfoMoney. Acompanha as principais informações que influenciam no desempenho dos FIIs e do índice Ifix.