FGC atinge quase R$ 50 bi devolvidos a investidores nos casos Master, Will e Pleno

Fundo já concluiu quase totalidade dos repasses ao conglomerado Master, mas ainda tem 80% dos pequenos credores do Will Bank sem receber

Paulo Barros

(Foto: Reprodução/FGC)
(Foto: Reprodução/FGC)

Publicidade

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) pagou até o momento aproximadamente R$ 49,4 bilhões em garantias a credores das três instituições sob liquidação extrajudicial que movimentam a maior operação já conduzida pelo fundo: o conglomerado Master, o Will Bank e o Banco Pleno. Os repasses relativos ao Master estão próximos de encerrar, enquanto o segmento de pequenos credores do Will Bank ainda alcança menos de um quinto dos beneficiários.

No conglomerado Master, que reúne Banco Master, Master de Investimento e Letsbank, o FGC informa já ter transferido R$ 39,7 bilhões a cerca de 915 mil credores, o que representa, respectivamente, 97,87% do valor total a pagar e 92,67% dos beneficiários. Os pagamentos seguem pelo aplicativo do FGC.

No Will Bank, os repasses estão divididos conforme o valor a receber. Para credores com saldo acima de R$ 1.000, o fundo já desembolsou R$ 5,3 bilhões a aproximadamente 255 mil pessoas, atingindo 86,96% do montante e 80,81% dos beneficiários. O processo também corre pelo aplicativo do FGC.

Guia gratuito

Onde Investir no 2º semestre

Leia mais: CMN aperta regra para bancos captarem recursos com garantia do FGC

Já para os correntistas do Will Bank com saldo de até R$ 1.000, o ritmo é mais lento: foram pagos cerca de R$ 128 milhões a 1,2 milhão de credores, o equivalente a 72,23% do valor e apenas 19,12% do universo de beneficiários. Esse grupo, estimado em mais de 6 milhões de pessoas, ainda utiliza o aplicativo do próprio Will Bank para receber os valores.

No Banco Pleno, o FGC transferiu pelo seu aplicativo R$ 4,3 bilhões a aproximadamente 132 mil credores, correspondendo a 89,35% do montante e 84,83% dos beneficiários.

Somados os quatro grupos, o fundo já desembolsou cerca de R$ 49,4 bilhões nas três liquidações simultâneas. O processo se tornou o maior da história do FGC e concentrou atenção do mercado sobre a capacidade de solvência do fundo, que chegou a antecipar 60 meses de contribuições ordinárias das instituições financeiras para reforçar o caixa em R$ 32,5 bilhões, segundo divulgou em março.

As liquidações extrajudiciais do Master, Will Bank e Pleno ocorreram em sequência entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, depois que investigações apontaram irregularidades no conglomerado de Daniel Vorcaro e as autoridades regulatórias identificaram grave crise de liquidez nas instituições.

Leia também: PF prende pai de Daniel Vorcaro em nova fase da Operação Compliance Zero

Continua depois da publicidade

Paulo Barros

Jornalista há mais de 15 anos, editor de Investimentos no InfoMoney. Escreve sobre renda fixa e variável, alocação e o universo dos criptoativos