Fundos de Investimentos

EXCLUSIVO: ex-traders da tesouraria do HSBC criam a MZK; fundo será lançado segunda-feira

Com 25 anos de mercado (sendo 12 como chefe de mesa do HSBC/Bradesco), Marco Mecchi trouxe três traders de sua confiança para tocar a gestora que tem grandes chances de tornar-se protagonista na seara de fundos multimercados brasileiros

SÃO PAULO – Excelência e experiência no seleto mundo da tesouraria e entrosamento afiado. Prestes a inaugurar seu escritório na nobre região do Itaim, a MZK Investimentos já mostra, mesmo antes de nascer, que tem tudo para ser uma das protagonistas na seara de fundos multimercados brasileiros. O fundo MZK Dinâmico Advisory FIC FIM estará aberto para agendamento de aplicações a partir desta segunda-feira (23). 

A equipe de gestão é composta por 4 ex-traders seniores da tesouraria do HSBC. O mais experiente é Marco Antonio Mecchi: no mercado desde 1993, Mecchi chegou ao HSBC em 2005 para ser head da mesa de trading e ficou lá até 2015, ano em que a instituição foi vendida para o Bradesco. Mecchi aceitou uma proposta do Bradesco para tocar a mesa do banco e levou parte da sua equipe do HSBC, mas um PDV (Plano de Demissão Voluntária) lançado pelo banco em 2017 foi suficiente para o gestor realizar um antigo desejo de criar sua própria asset.

Mecchi trouxe três traders que o acompanham desde os tempos de HSBC: Danilo Macari, André Kitahara e Gustavo Menezes. “Era um desafio novo, mas eu só ia conseguir se levasse minha equipe comigo. Conhecendo pessoas por muito tempo fica mais fácil tomar essa decisão arriscada”, disse o gestor em entrevista ao InfoMoney concedida no escritório da MZK. Além dos traders, a equipe conta também com o economista Luiz Fernando Azevedo.

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A estratégia deles é simples: replicar tudo aquilo que deu muito certo no HSBC. “Depois de uma certa idade, você não quer fazer coisas novas, você quer fazer o que sabe fazer bem”, explica Mecchi. Cada um dos 4 traders será responsável por 25% do risco do fundo – nada mais justo, tendo em vista a senioridade de cada um. Mecchi focará em câmbio e opções de câmbio; Kitahara ficará na parte longa do cupom; Macari focará seus trades em juros pré; e Menezes operará câmbio e a parte curta do cupom.

Explicando de uma maneira bem simples: o cotista do fundo MZK Dinâmico Advisory estará comprando 4 “mini-fundos”, com cada gestor utilizando sua expertise para aumentar ou diminuir exposição dependendo das oportunidades de seus mercados. “Trabalhando com books independentes, a volatilidade do mercado joga a nosso favor. O que estamos fazendo é apenas uma adaptação da realidade que já vivemos, não estamos inventando nada novo”, resume Mecchi.

A casa terá um ambiente totalmente meritocrático – dos até então 9 funcionários da MZK, apenas 1 não é sócio. Além disso, a gestora pretende ter apenas um fundo e ser “mono-canal” (ou seja, só distribuirá o produto via plataformas de investimento), tudo isso para que a única preocupação dos traders seja ganhar dinheiro.

“Nosso objetivo é entregar performance de ‘CDI + 5%’ com ‘vol’ de 6%. Pelo que sempre fizemos desde os tempos de HSBC, é factível entregar tal resultado”, disse Mecchi.

O MZK Dinâmico Advisory abre para agendamento de aplicações na segunda-feira (23) na plataforma da XP Investimentos, com investimento inicial mínimo de R$ 10 mil (as aplicações serão liquidadas em 2 de maio). Sem revelar números, o chefe da área de vendas da gestora, Ronaldo Zanin, apenas disse que o fundo nascerá com um PL “superior ao ‘break even’ da operação”, o que é mais um motivo para que o foco dos sócios-traders fique apenas na estratégia.

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