Título de renda fixa dispara, rende o triplo da Selic e lidera em janeiro; veja qual

Papéis de longo prazo revertem perdas de 2024; Copom impulsiona títulos atrelados à inflação

Paulo Barros

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Os títulos prefixados com vencimento acima de um ano apresentaram a melhor performance entre os papéis de renda fixa no mês de janeiro, segundo os dados divulgados na quarta-feira (5) pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

O índice IRF-M 1+, que acompanha esses títulos, subiu 3,41% no mês, revertendo as perdas de 1,81% acumuladas em 2024. O desempenho em janeiro foi o equivalente a 3,55 vezes o rendimento da taxa Selic no período, que foi de 0,96%.

A recuperação dos prefixados longos foi impulsionada por mudanças nas expectativas do mercado em relação à política econômica do governo norte-americano e seus efeitos sobre juros globais e câmbio, segundo Marcelo Cidade, economista da Anbima.

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A carteira de prefixados mais curtos, medida pelo IRF-M 1, que reflete papéis com vencimento de até um ano, também avançou, mas em ritmo mais modesto, registrando alta de 1,28% no mês.

Títulos de inflação

A decisão do Copom de elevar a Selic em um ponto percentual teve impacto positivo sobre os títulos públicos atrelados à inflação. O IMA-B 5, que acompanha NTN-Bs de até cinco anos, registrou alta de 1,88% no mês, com um avanço expressivo de 1,5% no dia seguinte à reunião do Copom, em 30 de janeiro.

Já a carteira de títulos de longo prazo, medida pelo IMA-B 5+, que reflete NTN-Bs (Tesouro IPCA+) com vencimentos acima de cinco anos, teve um desempenho mais modesto, subindo 0,43% no mês.

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Enquanto isso, os títulos pós-fixados, que foram o destaque de 2024, mantiveram uma rentabilidade mais estável. O IMA-S, que acompanha as LFTs (Letras Financeiras do Tesouro), registrou alta de 1,10% em janeiro, próximo ao seu desempenho médio do ano passado.

No agregado, o IMA, índice que reflete todos os títulos públicos marcados a mercado, registrou rentabilidade de 1,40% no mês.

Crédito privado também registra alta

No segmento de títulos privados, os índices de debêntures também fecharam janeiro com ganhos. O IDA (Índice de Debêntures Anbima) teve valorização de 1,56% no mês.

O destaque foi para o IDA IPCA ex-Infraestrutura, que reúne debêntures sem isenção fiscal, com alta de 1,84%. Já as debêntures incentivadas, refletidas no IDA IPCA Infraestrutura, avançaram 1,51%.

Entre os papéis atrelados à taxa DI, o IDA-DI registrou rentabilidade de 1,58% no mês, reforçando a busca dos investidores por opções de renda fixa atreladas aos juros de curto prazo.

Paulo Barros

Jornalista há quase 20 anos, editor de Investimentos no InfoMoney. Escreve principalmente sobre renda fixa e variável, alocação e o universo dos criptoativos