Manual dos Dividendos

Dividendos garantem estabilidade financeira a longa prazo mesmo durante períodos de maior volatilidade

Lucro líquido de empresas dividido entre acionistas permitem obter ganhos no mercado de ações mitigando preocupação com as oscilações diárias da bolsa

Por  MoneyLab

Investir em dividendos é um caminho adotado por quem busca estabilidade financeira a longo prazo, com o objetivo de aproveitar a lucratividade do mercado de ações sem necessariamente lidar com as oscilações da bolsa de valores.

Mesmo durante os períodos de maior volatilidade, como o Brasil experimenta atualmente em função da instabilidade política, da inflação alta e da consequente elevação da taxa de juros, a possibilidade de receber anualmente uma fração do lucro das empresas na qual se investiu é uma forma de garantir rentabilidade sem lidar com o estresse diário desse mercado.

O lucro líquido de uma empresa que, anualmente, é distribuído entre os acionistas de acordo com a quantidade de ações que cada um possui, corresponde aos dividendos.

Como os recursos são pagos sem que o investidor “faça esforço” para recebê-los, essa modalidade é chamada de renda passiva. É diferente do salário, por exemplo, considerado renda ativa porque só é pago mediante a entrega de trabalho.

Os dividendos permitem construir uma fonte de renda progressiva e escalável. Por essas características, são uma alternativa interessante para garantir uma aposentadoria confortável, trabalhar menos horas por dias ou até mesmo complementar a renda para melhorar o padrão de vida.

Para Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP Investimentos, a renda passiva traz estabilidade e tranquilidade, mas exige um esforço inicial, que será mais produtivo quando se adota boas estratégias. “Não é sobre ganhar dinheiro rápido por meio de promessas absurdas de multiplicação de capital. É uma jornada que exige comprometimento e conhecimento”, ensina.

Conhecer para investir

A primeira preocupação do investidor em dividendos cujo foco é a estabilidade financeira a médio e longo prazo deve ser a escolha de ações de empresas sólidas e estáveis, com grandes chances de permanecerem fortes no mercado por longos anos.

Leia também: Dividendos: As ações com bom potencial de pagamento em 2022

O próximo passo será acumular o maior número possível dessas ações, pois é a quantidade de títulos na carteira que vai influenciar o valor que será recebido anualmente. Nesse caso, a cotação anual das ações importa menos, o que garante mais tranquilidade diante das oscilações do mercado.

“A velocidade com que cada um vai atingir os objetivos depende do comprometimento com a estratégia e do momento em que decide começar. Quanto antes tomar a decisão, mais cedo chegará ao destino”, avisa.

A escolha das empresas que receberão o investimento deve considerar, também, qual a política de distribuição dos lucros. Isso porque, em geral, as companhias costumam reinvestir parte dos recursos acumulados no próprio negócio.

“Não existe uma distribuição mínima estabelecida por lei, mas as empresas que são boas pagadoras de dividendos têm em seus estatutos uma regra de distribuir pelo menos 25% dos lucros aos acionistas”, explica Ferreira.

De modo geral, companhias em fase de crescimento costumam distribuir menos dividendos, porque usam esse lucro para acelerar a curva de crescimento. Já as empresas mais maduras, consolidadas em seus mercados, não têm tanta necessidade de novos investimentos, por isso, costumam fazer uma distribuição maior desse lucro entre os acionistas.

Outros fatores a serem observados na hora de escolher entre as mais de 400 opções disponíveis na bolsa são: a qualidade da gestão de cada empresa, a frequência de pagamentos que vai garantir um fluxo constante de dividendos na conta e alto Dividend Yield.

A falta de familiaridade com esses termos não é motivo para desistir. No curso gratuito Manual dos Dividendos, Fernando Ferreira explica o passo a passo para investir neste mercado. Ao final do treinamento de quatro aulas, o investidor vai receber um resumo completo de todas as aulas do treinamento e, caso abra uma conta na XP e faça uma transferência de qualquer valor, receberá acesso 100% gratuito – durante 30 dias – à Carteira Top Dividendos XP. Outro benefício liberado ao fim do curso é o treinamento “Aprenda a investir na bolsa de Valores”. Inscreva-se grátis.

Motivos para investir em dividendos

Uma das vantagens dos dividendos é que são livres de imposto de renda, visto que o lucro já foi tributado e pago pela empresa. Também não há limitação do número de empresas a investir. Existem, hoje, boas pagadoras de dividendos em setores como energia elétrica, saneamento, bancos, mineradoras e petrolíferas, entre muitos outros exemplos, o que permite a diversificação da carteira e, consequentemente, menor exposição aos riscos de um só setor.

Os dividendos também oferecem liquidez, ou seja, facilidade de se transformarem rapidamente em dinheiro, no caso do investidor precisar de recursos financeiros. E, por fim, como as ações da bolsa podem ser adquiridas individualmente por meio do mercado fracionário, não é preciso aportar grandes quantias para começar a aumentar o patrimônio.

Dividendos na prática

Ferreira lembra que viver de renda com dividendos depende primordialmente de planejamento. Por isso, antes de iniciar a jornada, o investidor precisa definir quanto quer receber de renda mensal. Para retirar R$ 2 mil de renda por mês com dividendos, por exemplo, será preciso ter R$ 240 mil investidos, considerando um valor conservador de 10% de valorização ao ano.

“Esses 240 mil seriam o objetivo final, mas é preciso um plano para chegar lá”, avisa, destacando que o efeito de acumulação dos juros compostos é o “pulo do gato” para atingir a meta. Na prática, funciona assim: investe-se um valor mensal de acordo com as possibilidades do investidor e, ao final do primeiro ano, ao invés de retirar o lucro dos dividendos, o valor é reinvestido para fazer crescer seu patrimônio. “Com um aporte de R$ 300,00 mensais, após vinte anos reinvestindo dividendos, o valor acumulado seria R$ 257.049, que garante uma boa renda para o resto da vida”, analisa.

Em outro exemplo, o estrategista da XP desenha um cenário diferente, pensando em uma pessoa com menos tempo e maior possibilidade de investimento.Com aportes de R$ 1 mil mensais por 11 anos, ele garante que é possível receber uma renda mensal de 2 mil reais pelos próximos 30 ou 40 anos.

E, ao contrário da aposentadoria, que se encerra no fim da vida, os dividendos são uma herança que pode ser deixada para os descendentes.

Como escolher as melhores ações?

Como quase tudo que envolve estratégia de investimentos, a resposta a essa pergunta é individual e depende dos objetivos e da capacidade de aportes de cada um. Ferreira destaca que um jovem com menos de 40 anos, com boa renda, pode correr mais riscos e acelerar a multiplicação do dinheiro com foco em uma aposentadoria mais tranquila.

Se o objetivo do investidor é ter uma renda passiva mais previsível, com menos oscilações, vale a pena conhecer e investir em empresas concessionárias de serviços públicos, como energia, água e saneamento básico.

“Elas possuem um faturamento praticamente constante, bem previsível, já que não precisam prospectar novos clientes, bem como não precisam fazer grandes investimentos para expandir seu mercado, já que a estrutura está pronta. Devido a essa característica de receita consistente e baixa necessidade de investimentos, elas podem distribuir uma fatia maior do lucro entre os acionistas”, pondera.

O estrategista lembra que os investimentos em dividendos pertencem à renda variável, o que significa que eles podem subir ou descer, principalmente no curto prazo. “Por isso, é importante que você tenha a sua reserva de emergência consolidada e, o mais importante, uma carteira diversificada de ações pagadoras de dividendos”, reforça.

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