Dividendo do FII VILG11: Qual pode ser o impacto com a crise da dona da Tok&Stok?

O VILG11 já chegou a iniciar uma ação de despejo contra a Tok&Stok em 2023 devido a atrasos no pagamento de aluguel

Vinicius Alves

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O fundo imobiliário VILG11 (Vinci Logistica) informou ao mercado que acompanha o pedido de recuperação judicial do Grupo Toky, controlador das marcas Tok&Stok e Mobly, mas destacou que a exposição atual do inquilino representa apenas 4,5% da receita imobiliária do portfólio.

O comunicado foi divulgado após as ações do TOKY3 registrarem forte queda na bolsa, em reação ao anúncio do pedido de recuperação judicial da companhia, que possui dívida superior a R$ 1 bilhão.

Segundo a empresa, o pedido foi motivado pelo ambiente macroeconômico enfrentado pelo varejo de móveis e decoração, marcado por juros elevados, desaceleração do consumo e maior endividamento das famílias brasileiras.

Oportunidade com segurança!

Apesar do cenário, a Vinci destacou que, até o momento, não houve descumprimento de obrigações locatícias por parte da companhia e que também não foram iniciadas tratativas formais relacionadas ao processo de recuperação judicial.

O Grupo Toky ocupa atualmente os módulos G1 e G2 do Extrema Business Park – Bloco I, localizado em Extrema (MG). O contrato conta com garantia de seguro-fiança equivalente a 12 meses de aluguel, mecanismo que pode ser acionado em caso de inadimplência.

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Fundo reduziu exposição ao Grupo Toky

Segundo a gestão, a exposição do fundo ao inquilino foi significativamente reduzida após um processo recente de reposicionamento comercial do ativo logístico.

Extrema Business Park – Bloco I. Foto: Divulgação.

Anteriormente, o Grupo Toky ocupava os oito módulos do empreendimento e representava cerca de 15% da receita imobiliária do fundo.

Após a entrada de novos locatários, a participação caiu para aproximadamente 4,5% da receita bruta de locação.

Entre os novos ocupantes do empreendimento estão empresas como Supera Farma, DSV, Sierra Log e DHL, que passaram a ocupar cerca de 46,8 mil m² de área bruta locável (ABL).

Com a reconfiguração, o Extrema Business Park passou a operar como condomínio logístico multiusuário, estratégia que, segundo a gestora, ampliou a diversificação de receitas e reduziu a concentração contratual do ativo.

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Tok&Stok já ficou inadimplente com VILG11 em ação de despejo durante 2023

O fundo imobiliário VILG11 já chegou a iniciar uma ação de despejo contra a Tok&Stok em 2023 devido a atrasos no pagamento de aluguel.

Na ocasião, porém, a varejista depositou em juízo todos os valores pendentes e voltou à condição de adimplente junto ao fundo, encerrando o episódio sem impactos mais amplos para o portfólio.

Guidance deve ser mantido

A gestora afirmou ainda que eventual inadimplência da companhia não alteraria o guidance de distribuição de rendimentos do fundo para o primeiro semestre de 2026, estimado entre R$ 0,80 e R$ 0,87 por cota.