Deutsche Bank recomenda compra de Smiles e espera bons dividendos

Analistas da instituição estão muito otimistas em relação à companhia

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SÃO PAULO – Os analistas do Deutsche Bank estão otimistas com uma ação na bolsa brasileira: a Smiles (SMLE3). A recomendação dos analistas é de compra e o preço-alvo para o papel é de R$ 40,00 por ação – o que totaliza um potencial de valorização de 25,75%, de acordo com o fechamento de 16 de dezembro de 2013.

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No caminho certo
Essa é uma das expressões que a instituição alemã usa para descrever a trajetória atual da empresa em seu relatório. “A administração está levando sua estratégia do IPO com sucesso e foi recompensada com um aumento de 50% no preço de suas ações desde então”, afirma o Deutsche.

Apesar da alta acumulada desde o IPO em abril de 2013, os analistas acreditam que uma maturação do modelo de negócio, uma campanha de marketing mais agressiva e a introdução de novos produtos podem suportar sólido crescimento nos lucros da empresa no futuro, o que abre espaço para mais altas. Além disso, a companhia apresenta características defensivas e um alto dividend yield em 2014.

Lucros e dividendos
Sobre as estimativas de lucro da Smiles, o Deutsche Bank afirma que fez algumas mudanças em suas previsões, aumentando-as. A previsão para 2013, por exemplo, subiu 55%, para R$ 193 milhões ou R$ 1,58 por ação – esse aumento foi principalmente por conta de um melhor resultado financeiro líquido. As estimativas para 2014 e 2015 foram aumentadas em 52% e 24%, respectivamente.

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Outro destaque do Deutsche são os altos dividendos que a empresa deve pagar ano que vem. O Deutsche espera algo em torno de R$ 1 bilhão, o que representaria um yield na casa de 25%. A expectativa é de que sejam feitos dois grandes pagamentos, de R$ 500 milhões cada, um no segundo trimestre e outro no quarto trimestre de 2014.

Riscos
Os principais riscos para a companhia de acordo com a instituição europeia são: maior pressão para mudanças em programas de cartões de crédito de bancos; competição com outros programas de fidelidade; e possíveis conflitos de interesse entre sua controladora e maior acionista, companhia aérea Gol.