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SÃO PAULO – A participação feminina no mercado de ações ainda tem muito espaço para crescimento. De cada dez investidores, apenas dois são mulheres, de acordo com dados da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). “Não vamos deixar a nossa responsabilidade financeira nas mãos de nosso companheiro, porque um dia ele pode não estar mais lá”, afirmou uma das organizadoras do Mulheres em ação, Ângela Barros, durante palestra concedida na Expo Money, em São Paulo.
De acordo com Ângela, por trabalharem fora e passarem pouco tempo com os filhos, é muito comum que elas acabem por gastar mais com presentes e outros agrados para os filhos. “É um pouco por dia, mas que junta muito no final do mês”, resumiu.
Não precisa ser rico
Conforme a especialista em mercado financeiro, existe um certo “mito” entre as pessoas que não conhecem o funcionamento das bolsas de valores. Em resumo, ela explicou que – a regra vale para ambos os sexos – não é necessário ser rico, assim como falta de conhecimento não é desculpa para não tentar: a Bovespa, por exemplo, oferece diversos cursos gratuitos sobre como aplicar.
Dessa maneira, Ângela direcionou a palestra intitulada “Mulheres inteligentes, investimentos conscientes” mostrando como as mulheres devem fazer para entrar de uma vez para o mercado de capitais – e, também, para a independência financeira:
- Primeiro passo: poupe. Se falta dinheiro porque você é “gastona”, tente deixar de lado o impulso e o prazer imediatista para garantir um dinheiro extra e entrar para o mundo das ações. Se o problema é a questão do orçamento familiar, converse com marido e filhos, explicando a situação e pedindo a colaboração de todos. Para estimular, principalmente as crianças, a aderirem à força-tarefa de controle dos gastos, prometa uma “recompensa”, caso as contas venham menores no mês seguinte: pode ser uma percentagem, em dinheiro, da economia, um brinquedo ou um passeio.
- Segundo passo: hora de investir. Pelo fato de o mercado de capitais ter uma característica bem volátil – hoje ganha-se muito, amanhã perde-se ainda mais – , é importante saber que aquele dinheiro reservado para aplicação em ações deve ser um montante que a pessoa não precisará por cerca de cinco anos. “E não precisa se desesperar quando as ações desvalorizam. Quando tem uma liquidação é hora de comprar, certo? Quando há desvalorização é a mesma coisa, uma liquidação no mercado”, disse.
Clubes
Para quem não sabe como começar, uma boa alternativa, segundo a especialista, é optar por clubes de investimento: um grupo entre três e 150 pessoas forma uma carteira de aplicações administrada por uma corretora. Para entrar, é necessário fazer um depósito inicial, que é normalmente de R$ 100 a R$ 200. O rendimento vem sobre o capital de cada participante.
“Para isso não precisa ter muito dinheiro. Pode ser quando você tiver, não é uma obrigação mensal”, finalizou Ângela.