Um novo jeito de operar

Day trade ou swing trade – por que não os dois?

Entenda a estratégia que combina as duas modalidades para ganhar dinheiro e fazer render o capital, ao longo do tempo

Mão segura um celular e consulta um gráfico em frente a um painel de movimentação de ações em Bolsa - mercado fracionário
(scyther5/Getty Images)
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SÃO PAULO – Sinais dos novos tempos. De acordo com dados da própria B3, o número de investidores individuais cadastrados na bolsa de valores está chegando à casa dos 3 milhões. Um salto e tanto para um contingente que há menos de 5 anos estava abaixo de 600 mil.

Os brasileiros estão descobrindo a bolsa levados pelos baixíssimos retornos da renda fixa e pela profusão de informações sobre o Mercado Financeiro na Internet, que vem contribuindo para aproximar esse mundo da realidade da população.

Nesse movimento, as operações de trading têm sido uma opção viável de complementação de renda para aqueles que perderam seus empregos ou enfrentam dificuldades na pandemia do novo coronavírus.

“É muito bom que as pessoas estejam perdendo o medo da bolsa de valores. Mas é preciso tomar cuidado com essa urgência para ganhar dinheiro. O mercado é para a vida toda. O caminho é aprender como ele funciona e manter uma relação saudável com o mercado”, explica Charlles Nader, analista do Grupo XP Inc. e professor da Xpeed.

Duas demandas se colocam ao mesmo tempo: é preciso ganhar dinheiro agora, para suprir as perdas do atual momento, porém é ainda necessário que esse ganho seja sustentável, ao longo do tempo, para que seja possível proteger e fazer render esse capital. Clique aqui para ter acesso à planilha de gerenciamento estratégico desenvolvida por Nader. 

Comprar hoje e vender quando?

Entre as opções de operação na bolsa, algumas estão se popularizando mais rapidamente. O day trade é uma delas, definida pela compra e venda de ativos no mesmo dia. São operações rápidas que podem ser feitas em segundos, minutos ou horas. E há ainda a opção de utilizar a alavancagem que permite ao investidor movimentar muito mais dinheiro do que ele possui na conta.

“Com isso, fica fácil imaginar porque o day trade vem atraindo a atenção de milhares de pessoas, já que acena com a possibilidade de alto lucro, em um prazo muito curto e com pouco capital próprio. De fato, para quem desenvolve um operacional eficiente e uma boa gestão de risco, é possível bater sua meta de ganhos diários em poucos minutos”, explica Nader.

Por outro lado, Charlles Nader destaca que a maior movimentação de dinheiro também envolve mais riscos. É possível ganhar muito, mas também perder muito, no curtíssimo prazo. Além disso, o day trader pode acabar caindo na armadilha do “overtrading”, passando muitas horas dedicado às operações, uma vez que as oportunidades de compra e venda podem surgir a qualquer minuto.

O swing trade se diferencia do day trade pelo período em aberto das operações. O investidor compra o ativo (ações, dólar etc) e só vai vendê-lo no outro dia ou nos dias seguintes. Com isso, aumenta-se a chance de ganhar com as variações do mercado, ao longo do tempo, com menos operações. É possível esperar mais por essa movimentação e montar e executar a estratégia com mais tempo.

“Os custos também costumam ser menores que nas operações de day trade. No entanto, ‘dormir posicionado’ também traz seus riscos, como os efeitos na bolsa de algumas notícias políticas e econômicas, e exige do trader um estudo permanente do mercado para ganhos consistentes”, completa o especialista.

Uma jornada com dois caminhos

Mas afinal, o que é mais vantagem – ou quando é mais vantajoso – operar uma ou outra modalidade? Charlles Nader desenvolveu uma estratégia simples, com valores reais, que combina operações de day trade e swing trade para multiplicar o capital investido, ao longo do tempo.

Pela estratégia de Nader, com R$ 1 mil de capital inicial, o investidor pode optar pelas operações de day trade, definindo meta diária de ganho de 3%. Mantendo um objetivo viável e disciplina, é possível chegar ao montante de R$ 16 mil com as operações intraday (neste valor, os ganhos diários chegam a R$ 500). Para mais detalhes sobre como usar a estratégia na prática, clique aqui. 

A partir de R$ 16 mil, a proposta é passar às operações de swing trade, com meta de 3% de lucro ao mês. Assim, ao final de 144 meses, esse valor supera o montante de R$ 1 milhão. O lucro pode ser ainda potencializado somando-se novos aportes de capital mais a rentabilidade do dinheiro (no swing Trade).

Em resumo, a proposta é operar day trade para ganhar dinheiro e o swing trade para rentabilizar o capital. 

“Normalmente os operadores se assustam com a meta mínima de R$30 ao dia porque acham um valor muito baixo. Mas são poucos os que conseguem ganhar isso várias vezes”, conta Nader.

Para auxiliar aqueles que desejam colocar em prática essa estratégia mista, Nader desenvolveu uma planilha para que o operador consiga controlar as perdas e fazer render o capital. O arquivo já está disponível para consulta e você pode fazer o download do material neste link.

“É importante que as pessoas entendam que a estratégia não se resume a ganhar e rentabilizar capital. Trata-se, também, de conseguir ter um relacionamento saudável e lucrativo com o mercado. De ter constância, de concretizar os resultados dia a dia, mês a mês. Assim, é perfeitamente possível chegar ao primeiro R$1 milhão e ir além”, completa o analista.

Destaca-se que a estratégia exige disciplina para ganhar dinheiro com constância e, assim como qualquer investimento em renda variável, não há garantias de resultados idênticos aos já alcançados.

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