Consultor lista principais erros do investidor iniciante

Excesso de otimismo, ignorar taxas, falta de conhecimento e empréstimo são alguns dos erros mais comuns cometidos por aqueles que estão começando

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SÃO PAULO – Investir é fundamental para quem quer ampliar seu patrimônio e, obviamente, esse é o desejo de grande parte das pessoas. Porém, agir sem conhecimento pode trazer o efeito contrário, ou seja, prejuízo.

“Investir é bom, faz bem e todo mundo deveria fazer. Porém é preciso ter atenção, dedicação e conhecimento. Entrar em um investimento porque muita gente entrou e conseguiu bons lucros não é garantia de que você também terá bons rendimentos. Inclusive, para você, tal investimento pode resultar em perdas. Por isso, na hora de investir, todo cuidado é pouco”, alerta o consultor financeiro, Leandro Martins.

Principais erros
Autor do livro Aprenda a Investir – Saiba Onde e Como Aplicar seu Dinheiro, Martins lista os principais erros dos investidores iniciantes. Confira e evite!

  1. Ignorar a relação lucro x risco: as pessoas precisam ter em mente que quanto mais um investimento pode render, mas risco ele traz. Não dá para ouvir a história de alguém que ganhou muito em uma modalidade e ignorar os riscos pelos quais ela passou; 
  2. Falta de conhecimento e excesso de otimismo: é preciso, acima de tudo, ter cuidado, conhecimento e disciplina. Algumas pessoas, por excesso de otimismo, leem dois livros, fazem um curso e acham que é suficiente para se arriscar em modalidades mais arriscadas e não funciona assim; 
  3. Buscar investimentos que não conhece: vejo iniciantes tentando mercado de opções, mercado a termo sem nem saber do que se trata, apenas porque ouviu falar; 
  4. Não consultar um especialista: sou a favor que o investidor saiba fazer suas análises e tirar suas próprias conclusões delas. Porém, enquanto ele é iniciante, consultar um especialista (consultor, analistas, operador) é fundamental até para confirmar suas percepções;
  5. Pegar empréstimo para investir: muitos investidores iniciantes se empolgam com os possíveis ganhos e decidem pegar um empréstimo para investir. Essa é uma “grande roubada”, um risco desnecessário. Além do risco, esse investidor terá que pagar juros ao banco e vai correr um risco que não vale a pena;
  6. Considerar rentabilidade bruta: é comum que, ao escolher uma modalidade, o investidor não avalie a rentabilidade líquida. Ele esquece de avaliar as taxas que serão cobradas, a incidência de impostos. Por exemplo, não é difícil ouvir que os fundos DI possuem boa rentabilidade. Porém, quando se desconta a tributação e as taxas, percebe-se que a poupança pode trazer ganhos melhores.