Conheça e fuja dos 4 erros mais comuns na hora de investir

O excesso de confiança é um dos erros que Álvaro Modernell lista

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SÃO PAULO – Investir é, sem sombra de dúvida, uma das melhores maneiras para alcançar objetivos financeiros em um prazo mais longo e é uma opção considerada por muitos brasileiros. No entanto, seja por falta de conhecimento, ou por outros motivos, muitos investidores iniciantes acabam cometendo erros básicos e que podem ser evitados.

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O InfoMoney conversou com Álvaro Modernell, educador financeiro e sócio da Mais Ativos, que listou os erros mais comuns cometidos por quem está começando a investir.

O especialista afirma que a falta de correlação entre o investimento e o objetivo do investidor é o principal erro cometido por quem está iniciando os investimentos. “Muitas pessoas escolhem um investimento que não é compatível com seu objetivo final, seja por conta do prazo, ou da volatilidade”, afirma Modernell.

O educador financeiro cita como exemplo a pessoa que tem como objetivo viajar para os EUA no próximo ano. “Nesse caso, faz muito mais sentido a pessoa estabelecer uma meta mensal de quantos dólares comprar do que investir na bolsa, por exemplo”, exemplifica.

Outro erro que o especialista cita é se assustar com quedas e desistir do investimento, mudando de estratégia no meio do caminho. Modernell explica que isso é comum com pessoas que investem na bolsa de valores e que é importante  as pessoas entenderem bem sua tese de investimento para que tenham confiança e segurança em momentos de quedas.

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Isso porque, quando você faz uma análise completa da ação e enxerga fundamentos no papel, não deve se preocupar tanto com turbulências de curto prazo. É claro que em alguns casos, a ação pode ter uma queda brusca por conta de alguma mudança nos fundamentos, e neste caso você deve repensar o investimento.

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Álvaro Modernell lista ainda o erro de não se atentar à tributação do investimento escolhido. “As pessoas olham a taxa de administração, mas se esquecem das tabelas do imposto de renda”, explica o especialista. Em investimentos como a previdência privada, por exemplo, é possível optar por tributações diferentes, como a tabela regressiva, que cobra menos impostos no saque para quem mantém o investimento por prazos mais longos.

No caso de investimentos de renda fixa, existem aplicações isentas de IR, como as LCI (Letras de Crédito Imobiliário), as LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) e as letras hipotecárias. Já de aplicações como o CDB, Tesouro Direto e fundos DI, é cobrado IR sobre a rentabilidade, também por meio de tabela regressiva. Ou seja, quanto mais tempo permanecer com a aplicação, melhor sua rentabilidade líquida.

O quarto e último erro citado por Modernell é o de excesso de confiança. “As pessoas com mais dinheiro investido muitas vezes  não se valem de assessoria profissional e isso pode fazer muita diferença”, afirma. O educador explica ainda que esse erro pode fazer com que se façam investimentos mais caros e menos rentáveis, e com isso acabem perdendo dinheiro.