Aplicações de mais risco

Com captação recorde de R$ 86 bi, fundos de ações têm o melhor resultado em 2019

Foi o primeiro ano em que os fundos de ações lideraram as captações; ao todo, a indústria fechou 2019 com um saldo positivo de R$ 191,6 bilhões

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(Shutterstock)

SÃO PAULO – A julgar pelo destino das aplicações em fundos de investimento em 2019, os brasileiros estão reagindo ao ambiente de juros baixos no país. Pela primeira vez, os fundos de ações lideraram as captações líquidas (aportes menos resgates) registradas em um ano.

Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), os fundos de ações levantaram R$ 86,2 bilhões no ano passado, o recorde da classe para um ano e uma alta de 195% em relação a 2018. Somente em dezembro, foram captados R$ 16,9 bilhões.

Com o ingresso de recursos, os fundos de ações fecharam o ano com patrimônio de R$ 497 bilhões, uma fatia de 9,2% do total da indústria (R$ 5,4 trilhões). Ao fim de 2018, essa proporção era de 6,6%.

A rentabilidade da classe também chamou a atenção. Nove dos 12 tipos de fundos de ações terminaram o ano com retorno acima do Ibovespa, que fechou 2019 em alta de 31,6%. Os maiores resultados partiram dos fundos small caps, que investem em ações de empresas com baixa capitalização de mercado. Em média, os fundos desse tipo subiram 52%.

Captação da indústria dobra

Ao todo, a indústria de fundos de investimento encerrou 2019 com captação líquida de R$ 191,6 bilhões, mais que o dobro do registrado em 2018, quando entraram R$ 95,4 bilhões. O resultado foi o melhor desde o recorde de 2017 (R$ 263,8 bilhões).

Os fundos multimercados apareceram com o segundo melhor resultado no ano, ao registrarem captação líquida de R$ 66,8 bilhões em 2019, elevação de 37,3% em relação a 2018.

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“A busca dos investidores por produtos mais arriscados e por diversificação foi ótima para a indústria de investimentos como um todo, especialmente a de fundos”, afirmou, por meio de nota, Carlos André, vice-presidente da Anbima.

Do outro lado, o destaque negativo ficou com os fundos de renda fixa. Em 2019, pelo segundo ano consecutivo, essa classe registrou saída líquida. O saldo ficou negativo em R$ 69,3 bilhões, o pior resultado desde 2008.

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