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Central de FIIs: Ifix fecha mais uma sessão em queda e já acumula perdas de 8,5% no ano

Confira as informações que influenciam na indústria dos fundos imobiliários hoje

Por  Wellington Carvalho -

SÃO PAULO – Os investidores acompanharam as movimentações no plenário da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (9), onde os parlamentares voltaram a discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios. O texto foi aprovado em primeiro turno com uma margem de apenas quatro votos. A expectativa era de que a sessão pudesse direcionar o humor dos mercados, inclusive o de fundos imobiliários, que segue pressionado nos últimos meses.

O Ifix – índice dos fundos imobiliários mais negociados na Bolsa – fechou o dia em baixa de 0,50%, aos 2.627 pontos.

Na segunda-feira (8), o índice terminou o pregão em queda de 0,54%, aos 2.640 pontos. Foi a menor pontuação do indicador desde 28 de junho, um dia depois da apresentação da proposta de reforma do Imposto de Renda, que previa a tributação dos dividendos dos fundos imobiliários. A proposta acabou não indo à frente.

Em novembro, o Ifix registra perdas de 1,80% e, no ano, acumula queda de 8,46%.

Leia também:

Maiores altas desta terça-feira (09):

TickerNomeSetorVariação (%)
SPTW11SP DowntownLajes Corporativas4,37
HGCR11CSHG Recebiveis ImobiliariosTítulos e Val. Mob.2,4
KNRI11Kinea Renda ImobiliáriaHíbrido1,28
ARCT11Riza Arctium Real EstateHíbrido1,21
IRDM11Iridium Recebiveis ImobiliariosTítulos e Val. Mob.0,92

Maiores baixas desta terça-feira (09):

TickerNomeSetorVariação (%)
XPPR11XP PropertiesOutros-3,56
TORD11Tordesilhas EIOutros-3,29
HGRE11CSHG Real EstateLajes Corporativas-3,25
FEXC11BTG Pactual Fundo de CRITítulos e Val. Mob.-3
XPCM11XP Corporate MacaéLajes Corporativas-2,78

Fonte: B3

Polo (PORD11) compra mais cotas do fundo Loft II (LFTT11)

Confira as últimas informações divulgadas por fundos imobiliários em fatos relevantes:

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O fundo Polo II, que investe em títulos do setor imobiliário e cotas de outros FIIs, aumentou a posição no fundo imobiliário Loft II, que atua na aquisição, reforma e venda de apartamentos no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Em relatório gerencial, divulgado nesta segunda-feira (8), o Polo detalhou que em outubro e no início de novembro adquiriu cotas de LFTT11 com desconto de até 5%.

Segundo o fundo, a cotação do Loft II está sendo penalizada pela redução das distribuições de dividendos em 2021. De acordo com o Polo, o movimento é explicado pela decisão do fundo de diminuir a compra de imóveis durante a pandemia e não deveria preocupar os investidores.

“A maioria dos investidores no mercado de fundos imobiliários foca nas distribuições de curto prazo e com isso ‘perde’ oportunidades de ótimos investimentos de médio prazo”, diz o relatório gerencial.

Além disso, o Polo vê no Loft II recursos que ainda não foram distribuídos e que representam quase 9% do valor da cota negociada na Bolsa. O fundo explica que o valor será pago aos cotistas na medida em que a venda do estoque seja efetuada e, consequentemente, impactará na distribuição de dividendos do próprio Polo no médio e no longo prazo.

Com pouco mais de 14 mil cotistas, o Polo tem um retorno com dividendos de 11% nos últimos doze meses. No período, a cota do fundo tem desvalorização de 7%. As cotas de Loft II representam 7,30% do patrimônio líquido do Polo, terceira maior posição no portfólio.

Dividendos de hoje

Confira os fundos imobiliários que distribuem rendimentos nesta terça-feira (09):

TickerFundoRendimento (R$)
GGRC11GGR Covepi Renda0,80
PATL11Pátria Logística0,57
QAGR11Quasar Agro0,38
TGAR11TG Ativo Real1,20
VTLT11Votorantim Logística0,75

Fonte: InfoMoney

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Giro imobiliário: Safra aumenta peso dos fundos Kinea ( KNCR11) e CSHG ( HGCR11) nas recomendações

Diante das perspectivas para a inflação, os analistas do banco Safra aumentaram o peso de dois fundos de “papel” – Kinea Recebíveis Imobiliários e CSHG Recebíveis Imobiliários – nas suas recomendações de fundos imobiliários. Em relatório, Cauê Pinheiro defendeu a necessidade de os investidores manterem uma posição mais defensiva frente ao que classificou como “cenário doméstico mais desafiador”.

O relatório estima que o Banco Central precisará aumentar a taxa básica de juros, a Selic, dos atuais 7,75% ao ano para 10,25% ao ano no início de 2022, patamar considerado restritivo para a atividade econômica. Diante disso, o Safra estima um crescimento de 0,6% da economia nacional em 2022, abaixo do 1% estimado pelo mercado no último Boletim Focus.

Pensando no controle da inflação pelo Banco Central, Pinheiro demonstra preferência aos fundos imobiliários que tenham parte relevante do portfólio composta por CRIs (certificados de recebíveis imobiliários) indexados à taxa do CDI (certificado de depósito interbancário), que tendem a oferecer maior proteção em cenários como o atual.

Entre os FIIs de recebíveis, Pinheiro reforçou a exposição ao Kinea. “O fundo possui grande parte dos ativos indexados ao CDI, o que será muito positivo para o aumento dos rendimentos dado o atual ciclo de alta da taxa de juros”, explica. “Além disso, os fundos imobiliários do segmento de ativos financeiros se mostram resilientes mesmo em meio a um ambiente de crise, o que coloca o Kinea como um bom ativo defensivo em momentos de incerteza”.

Sobre o CSHG Recebíveis Imobiliários, Pinheiro diz que o fundo possui ativos de grandes empresas em setores que apresentaram bons resultados mesmo durante a pandemia do Covid-19, o que reduz a chance de inadimplência nos pagamentos feitos pelos CRIs.

O analista destaca ainda que o CSHG conta com uma boa e constante distribuição de dividendos, e deverá se beneficiar nos próximos meses do aumento da taxa Selic. “O fundo está bastante exposto a índices de inflação e ao CDI, o que traz diversificação e garantia de retornos positivos”.

Liga de FIIs

O Liga de FIIs desta terça-feira (9) analisará os fundos imobiliários mais recomendados em novembro. A discussão terá como base o levantamento feito mensalmente pelo InfoMoney com dez carteiras recomendadas.

Em novembro, 53 FIIs foram lembrados pelas corretoras e o destaque da lista foi, pelo terceiro mês consecutivo, o Bresco Logística (BRCO11), com oito recomendações.

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A compilação apresenta os cinco ativos mais recomendados para o mês. Para critério de desempate, são selecionados aqueles com maior volume médio de negociação nos últimos 12 meses, com base em dados da provedora de informações financeiras Economatica.

Produzido pelo InfoMoney, o Liga de FIIs tem apresentação de Maria Fernanda Violatti, analista da XP, Thiago Otuki, economista do Clube FII, e do jornalista Wellington Carvalho, repórter de fundos imobiliários do InfoMoney. Você pode acompanhar o programa, às 19h, no canal do InfoMoney no Youtube.

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