O que avaliar antes de investir em CDBs de bancos médios e pequenos?

Descubra os pontos essenciais para avaliar antes de investir em CDBs e faça escolhas mais seguras e rentáveis

Carla Carvalho

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Taxas mais altas atraem, mas investir em CDBs de bancos médios e pequenos exige alguns cuidados para evitar riscos desnecessários. Em busca de rentabilidade acima da média, muitos investidores miram nesse tipo de título, que costuma oferecer taxas mais atrativas do que as grandes instituições financeiras.

Taxas mais altas atraem, mas investir nesses títulos exige alguns cuidados para evitar riscos desnecessários.

Em busca de ganhos acima da média, muitos investidores olham para os CDBs de bancos médios e pequenos, que costumam pagar taxas mais atrativas do que as grandes instituições financeiras.

Oportunidade com segurança!

Mas é fundamental entender o que está por trás desses números, em vez de olhar só para o rendimento da aplicação.

A remuneração mais alta que esses títulos oferecem pode representar uma boa oportunidade, desde que o investidor preste atenção em alguns aspectos básicos, como veremos a seguir.

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Solidez da instituição

Antes de olhar para a taxa, faz diferença entender quem está por trás do CDB. Avaliar a instituição emissora ajuda o investidor a ter mais clareza sobre a capacidade do banco de cumprir o que foi prometido até o vencimento.

Um dos pontos de partida são os ratings de crédito atribuídos por agências como S&P, Moody’s e Fitch. Essas notas não funcionam como garantia de segurança, mas servem como referência para comparar emissores e entender como o mercado enxerga o risco de crédito de cada instituição.

Outra fonte útil é o próprio Banco Central, que disponibiliza demonstrações financeiras das instituições que supervisiona. Relatórios, comunicados e balanços publicados nos sites dos bancos também ajudam a acompanhar indicadores como inadimplência, liquidez, patrimônio, resultados, entre outros.

Garantia do FGC

Outro ponto importante é o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que cobre até R$ 250 mil por CPF e instituição financeira em casos de intervenção ou falência do banco.

Essa proteção é uma das maiores seguranças da renda fixa bancária, mas é preciso utilizá-la com estratégia, já que o limite por CPF vale para até quatro instituições, totalizando R$ 1 milhão. Em outras palavras, se você possui 4 CDBs de R$ 250 mil cada e de emissores diferentes, o somatório estará protegido.

As regras do FGC passaram por ajustes recentes, com implementação prevista a partir de junho deste ano. Entre as mudanças, está o aperfeiçoamento do critério de cobertura por conglomerado financeiro, o que significa que aplicações em bancos pertencentes ao mesmo grupo econômico passam a ser consideradas de forma conjunta para fins de garantia.

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Além disso, instituições que dependem mais intensamente de recursos cobertos pelo fundo passam a contribuir mais para o FGC. Em outras palavras, quem recorre mais a essa “rede de proteção” acaba pagando mais por ela, o que, teoricamente, deve reduzir o incentivo a captar recursos só com o apelo de taxas muito acima da média.

Prazo: para que esse dinheiro vai servir?

O prazo do CDB diz muito sobre o papel que o dinheiro deve cumprir na vida do investidor.

Aplicações de curto prazo costumam estar ligadas a recursos que precisam de liquidez ou cumprem uma função mais defensiva, como reserva de emergência ou dinheiro com uso próximo. Nesses casos, previsibilidade e facilidade de resgate tendem a pesar mais do que buscar a maior taxa possível.

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Já com o dinheiro de médio e longo prazo, dá para ter mais flexibilidade. Quando o investidor sabe que não vai precisar dos recursos tão cedo, consegue aceitar vencimentos mais longos, e é justamente aí que entram as taxas que muitos bancos médios oferecem.

Rentabilidade e indexadores

Por fim, vale olhar para a forma de remuneração do CDB pensando em como ela se encaixa nas expectativas e necessidades atuais. 

CDBs pós-fixados costumam ser mais confortáveis quando os juros estão altos ou ainda em movimento, acompanhando a taxa básica. Com os prefixados, o movimento é contrário: eles entram em cena quando a ideia é travar uma taxa conhecida e ter previsibilidade ao longo do tempo.

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Já os híbridos podem compor a parte de longo prazo da carteira, quando proteger o patrimônio da inflação ganha mais importância ainda. 

Antes de escolher um CDB:

O que observarPor quê?
Quem emite o CDBPara entender se a taxa oferecida faz sentido diante da saúde financeira do emissor.
FGC e distribuição dos valoresPara saber como a proteção funciona na prática e evitar concentrações na carteira
Prazo do títuloPorque é o objetivo do dinheiro que define por quanto tempo ele pode ficar aplicado (e não o contrário).
Forma de rentabilidadePorque o tipo de taxa conversa com momento do mercado, comportamento dos juros e horizonte do investimento.