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Capitalização: mercado oferece variedades. Vale a pena?

De acordo com as instituições, variedade permite que o usuário escolha "a que mais se adapta às suas necessidades". Compare!

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SÃO PAULO – Ao contrário do que muita gente pensa, os títulos de capitalização
não são considerados investimentos, como as ações, caderneta de poupança ou fundos de renda fixa. Eles têm por finalidade principal propiciar chances ao consumidor de concorrer a prêmios.

De acordo com a Fundação Procon-SP, os títulos de capitalização podem ser entendidos como cotas de participação de uma espécie de “concurso”, que tem sorteios e premiações periódicas.

Diversas instituições financeiras oferecem o produto e há várias espécies de títulos: alguns sorteiam prêmios e outros valores em dinheiro. No entanto, no geral, todos eles têm a mesma finalidade: oferecer uma forma de poupar, com a promessa de correr um único risco – ser premiado!

Oportunidade com segurança!

Até que ponto esta forma de poupar vale a pena?

Poupança x Capitalização

De acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), que normatiza os planos de capitalização, optar por este produto vai depender do objetivo de cada um.

No entanto, o próprio órgão adianta que, na comparação com a poupança, um dos investimentos de menor risco, “seu capital de resgate será sempre inferior, já que, dos pagamentos efetuados num título, desconta-se uma parte para custear as despesas administrativas das Sociedades de Capitalização e, quando há sorteios, uma parcela para custear as premiações”.

Além disso, com relação ao rendimento, o capital formado na caderneta de poupança é calculado sobre a totalidade dos depósitos e incluem a variação da Taxa Referencial
(TR), além de juros de 0,5% ao mês.

No caso dos títulos de capitalização, normalmente, ao final do plano, o pagamento é de 100% do valor poupado, corrigido pela TR. Ou seja, os títulos de capitalização rendem 6,17 pontos percentuais a menos que as cadernetas em termos anuais.

Sem mencionar que, no caso dos títulos, resgates antes do término do plano podem significar perdas, enquanto que na poupança é possível resgatar o valor investido a qualquer momento.

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Produtos

Um levantamento com as cinco maiores instituições financeiras brasileiras (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Unibanco) mostra que é possível encontrar, num mesmo banco, diferentes produtos de capitalização. De acordo com as instituições, essa variedade permite que o usuário escolha “aquela que mais se adapta às suas necessidades”.

Para analisar os rendimentos nos diversos planos, escolhemos um produto de cada instituição, conforme descrição abaixo:

Escolha certa

De acordo com os cinco produtos analisados, vale mencionar que, em termos de rendimentos na hora do resgate, o Caixa Cap Milhão, da Caixa, e o Mega Plin, do Unibanco, oferecem vantagens, pois pagam um pouco além do total aplicado, corrigido pela TR. No entanto, voltando à comparação com a caderneta de poupança, o rendimento ainda é bem inferior.

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Além disso, o prazo de vigência do produto do Unibanco é de quase 10 anos. Ou seja, para ter o dinheiro de volta em sua totalidade, seria necessário esperar 117 meses. Quem tem a possibilidade de investir durante um período como esse pode optar por outras aplicações, bem mais rentáveis, e se a idéia é tentar a sorte em sorteios, vale guardar uma reserva e apostar nas loterias tradicionais.

Mercado

De acordo com a Fenaseg (Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização), o mercado de títulos de capitalização registrou, até novembro de 2006, reservas de R$ 11,1 bilhões, valor 7% acima do registrado no mesmo período de 2005.

Para a presidente da Comissão de Capitalização da Fenaseg, Rita Batista, o crescimento do segmento permite, cada vez mais, gerar oportunidades para que todas as classes sociais tenham acesso aos títulos de capitalização. Com isso, o cliente pode escolher o plano que mais se encaixa em seu perfil e poder de compra.