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O fundo imobiliário CACR11 (Cartesia Recebíveis Imobiliários) vem registrando forte volatilidade na bolsa após dias marcados por intensa pressão vendedora, por conta de episódio de inadimplência e preocupações com o pagamento de dividendos.
Depois de encerrar o pregão da véspera com queda de 16,7%, as cotas do fundo chegaram a subir, por volta das 11h, mais de 6% durante a manhã desta quinta-feira (28), mas já devolvendo ganhos em seguida; às 12h05, CACR11 subia 0,4%, a R$ 28,02.
O movimento ocorre após o tombo acumulado de mais de 65% no ano, em meio às preocupações do mercado com a inadimplência envolvendo o CRI Helvetia.
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Apesar da alta do dia, o fundo segue no centro das atenções do mercado imobiliário após a deterioração das operações ligadas ao CRI Helvetia, ativo que representa aproximadamente 12,7% do patrimônio líquido da carteira.
O episódio ganhou força após a Bari Securitizadora informar que a Helvetia 5 Administradora de Imóveis não realizou os pagamentos das notas comerciais vinculadas à operação em 22 de maio, comprometendo o fluxo previsto para os investidores do CRI.
Segundo o fato relevante divulgado ao mercado, a inadimplência gerou insuficiência de recursos dentro do patrimônio separado da operação, impedindo os pagamentos previstos para 25 de maio.
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Mercado reage a retenção de dividendos e risco de crédito
Em meio ao cenário de estresse, a gestão do CACR11 optou por reter caixa e suspender a distribuição de dividendos referentes ao resultado de abril.
A medida ocorreu mesmo após o fundo registrar resultado de aproximadamente R$ 1,24 por cota no regime de caixa.
Segundo a gestora, a decisão busca preservar liquidez, fortalecer garantias e apoiar projetos ligados às operações financiadas pelo fundo.
Especialistas apontam que a decisão, embora preventiva, tende a indicar preocupações mais profundas com a carteira. “O fundo optou por reforçar o caixa porque está exposto a CRIs de desenvolvimento imobiliário, que dependem diretamente da evolução das obras e das vendas”, explica Alexandre Pletes, head de renda variável da Faz Capital.
Segundo ele, fatores como juros elevados, aumento nos custos de construção e dificuldades de financiamento podem gerar atrasos nos projetos e comprometer o fluxo esperado. “Esse efeito acaba voltando para o fundo. Se a obra atrasa ou a venda não acontece no ritmo esperado, o pagamento do CRI também pode ser impactado”, afirma.
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“Uma medida tão drástica naturalmente assusta o investidor. Pode indicar que já existe algum nível de estresse na carteira, ainda que não totalmente detalhado ao mercado”, diz.
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