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Bitcoin mostra força para disparar mais 60% após subir 45% em fevereiro, aponta análise

A trajetória da cripto começou a ser traçada em novembro de 2022, mês da queda da exchange FTX

Lucas Gabriel Marins

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Se o volume comprador atual do Bitcoin (BTC) persistir, a maior criptomoeda do mercado tem espaço para alcançar patamar próximo dos US$ 100 mil em 2025, valor quase 60% superior ao preço registrado na sexta-feira (1º), disse Ana Mattos, analista técnica e trader parceira da empresa de tecnologia blockchain multiprodutos Ripio, em análise realizada a pedido do InfoMoney.

Segundo a especialista, a trajetória da moeda digital começou a ser traçada em novembro de 2022, mês em que a exchange FTX, até então uma das mais importantes do mercado, entrou com pedido de proteção contra falência.

“Após atingir um fundo de preço de US$ 15.476, o Bitcoin deu início a uma temporada de valorização com topos ascendentes, correções e progressão de preços que respeitaram a teoria das Ondas de Elliot“.

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Essa teoria busca identificar padrões para orientar decisões estratégicas de negociação e sugere que os preços dos ativos seguem movimentos cíclicos em “ondas”, que são divididas em impulsivas (na direção da tendência principal) e corretivas (contrárias à tendência). O BTC, segundo a especialista, atualmente está na 3ª onda.

Ondas do Bitcoin (Reprodução: Ana Mattos)

Dentro dessa onda, o próximo alvo do BTC no curto prazo o está na região de liquidez dos US$ 65.625. Caso a cripto encontre resistência nessa região, segundo Ana, a moeda digital pode passar por correções até um suporte entre US$ 39.776 e US$ 44.352, conforme gráfico abaixo.

Níveis de suporte e resistência do Bitcoin (Reprodução: Ana Mattos)

“Na projeção de longo prazo, utilizando a extensão de Fibonacci no gráfico mensal do Bitcoin combinado com a análise de fluxo financeiro, observamos que se o volume comprador persistir, mesmo que ocorram breves correções, o Bitcoin pode replicar a ‘pernada’ de alta anterior, formada entre março de 2020 e novembro de 2021″, falou.

O mês de novembro de 2021, citado por Ana, foi quando o Bitcoin bateu sua máxima histórica de US$ 69 mil, em um período de juros baixos e luta contra a pandemia do novo coronavírus.

“Pernadas” do Bitcoin (Reprodução: Ana Mattos)

Parte da força compradora atual em cima do BTC vem do volume de negociações nos ETFs (fundos de índice) spot dos EUA. Desde que foram lançados, no mês passado, eles registraram recorde de US$ 8 bilhões em volume de negociações. Além disso, segundo relatório recente da casa de análise Cryptoquant, o BTC tem sido impulsionado por forte demanda dos investidores americanos na Coinbase, a maior corretora cripto dos EUA.

Preços-alvos do Bitcoin (Reprodução: Ana Mattos)

“Se seguir essa perspectiva (compradora), o preço do Bitcoin poderá visitar os US$ 81.857 no primeiro nível da expansão e até os US$ 99.682 no segundo nível da projeção de Fibonacci)”, finalizou Ana.

Lucas Gabriel Marins

Jornalista colaborador do InfoMoney