Bitcoin renova máxima de oito meses e vai a US$ 85 mil em dia de otimismo global

Criptomoeda avança com queda do petróleo e expectativa por encontro entre Trump e Xi Jinping

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O Bitcoin (BTC) subiu para o maior nível em oito meses nesta segunda-feira (21), com a melhora mais ampla do sentimento de risco ajudando a estender o rali iniciado na semana passada. A principal criptomoeda do mercado chegou a saltar 5,1%, alcançando US$ 85.222 no início da manhã.

A alta ocorre em meio a ganhos em ações e no mercado de títulos americano, suporte aos mercados de forma geral vindo da queda do petróleo e do otimismo antes da cúpula entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping. Outros ativos digitais também reagiram. O Etherum (ETH), segundo maior token, subiu mais de 4,3%, para US$ 2.747, enquanto outras criptomoedas, como XRP, Solana (SOL) e Monero (XMR), também registraram valorização.

“Os mercados financeiros redescobriram uma postura de apetite por risco depois de terem sido consumidos pela preocupação com os rendimentos dos títulos de governos, os altos níveis de dívida e a perspectiva de retorno a uma política monetária mais restritiva no banco central mais poderoso do mundo”, disse Chris Beauchamp, analista-chefe de mercado da plataforma de investimentos e trading IG.

Os ganhos do Bitcoin se somam a uma recuperação iniciada no fim da semana passada, quando o setor absorveu o fracasso do marco regulatório Clarity Act em estabelecer regras mais claras para a indústria, além da primeira alta de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em mais de três anos. O sinal verde dado na quinta-feira pela Securities and Exchange Commission (SEC, a comissão de valores mobiliários dos EUA) para que versões digitais de valores mobiliários passem a ser negociadas no país ajudou a melhorar o humor do mercado.

“A capitalização de mercado das criptomoedas subiu para US$ 2,8 trilhões, o maior nível desde o fim de janeiro deste ano”, afirmou Alex Kuptsikevich, analista-chefe de mercado da FxPro. “Embora o rali de sexta-feira tenha sido seguido por maior pressão vendedora, os compradores voltaram a dominar o mercado de criptomoedas desde domingo.”

O interesse em aberto em Bitcoin na plataforma de negociação de opções Deribit está fortemente concentrado em opções de compra (calls), o que indica sentimento otimista. A plataforma mostrava mais de 272 mil contratos com o direito de comprar o token, ante mais de 154 mil de opções de venda (puts), que dão o direito de vender.

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“O mercado de opções de Bitcoin está posicionado para capturar a alta”, disse Pratik Kala, gestor de portfólio do fundo de hedge de ativos digitais Apollo Crypto. “As pessoas estão migrando da proteção contra queda para a busca por ganhos com a alta.”

Os operadores, porém, não estão convencidos de que o ímpeto possa se sustentar diante dos obstáculos macroeconômicos, com o petróleo ainda acima de US$ 100 o barril e os rendimentos dos Treasuries, os títulos do Tesouro americano, em patamares elevados.

O Bitcoin segue bem abaixo da máxima de 2026, acima de US$ 97 mil, registrada em meados de janeiro, e ainda mais distante do recorde de outubro. O entusiasmo do varejo também tem se mostrado difícil de reacender, já que ações de inteligência artificial e outras apostas ligadas ao setor disputam o mesmo pool de capital especulativo.

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“Para esta semana, não há grandes catalisadores à vista, mas comentários mais duros ou mais brandos de dirigentes do Fed podem impactar o mercado”, afirmou Jeff Mei, diretor de operações da BTSE.

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