As 7 ações mais recomendadas antes do 1º turno das eleições

Sabesp sobe nas indicações e passa a dividir a liderança com outras peso-pesadas nas carteiras de bancos e corretoras para atravessar o pleito independentemente do resultado

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Às vésperas do primeiro turno das eleições, as carteiras recomendadas de ações para o mês se dividem entre empresas com receita em dólar, que tendem a se defender se o câmbio subir, e negócios domésticos que ganham com a queda dos juros longos.

Petrobras, Sabesp, Embraer e Itaú dividem a liderança, com sete indicações cada. A Sabesp, que não aparecia na lista de setembro, ocupa o lugar da Axia. Parte das carteiras só pode ser alterada uma vez por mês, e por isso a composição de outubro já foi montada para atravessar também o segundo turno, previsto para o dia 25.

O Ibovespa subiu 5,03% em setembro, no melhor mês desde janeiro, e fechou aos 186.340 pontos, com alta acumulada de 15,65% em 2026.

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No Brasil, o Copom reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano em setembro e volta a se reunir em 3 e 4 de novembro, depois da eleição. Nos Estados Unidos, onde o Federal Reserve elevou os juros em setembro para a faixa entre 3,75% e 4% ao ano, a primeira alta desde 2023, o núcleo do PCE de agosto abaixo do esperado aumentou as apostas de uma pausa na reunião do dia 28.

As casas avaliam que o resultado das urnas, e o que ele sinalizar sobre a condução fiscal a partir de 2027, deve pesar mais sobre a bolsa no mês do que a agenda de juros.

AçãoRecomendaçõesRetorno no mês (%)Retorno no ano (%)
Petrobras (PETR4)79,1169,46
Sabesp (SBSP3)78,503,55
Embraer (EMBJ3)74,3210,48
Itaú Unibanco (ITUB4)712,1015,27
Vale (VALE3)6-10,20-0,12
Rede D’Or (RDOR3)59,38-4,35
Gerdau (GGBR4)52,2321,81
Fontes: Ágora Investimentos, Andbank, BB Investimentos, BTG Pactual, Genial Investimentos, Itaú BBA, Planner Corretora, Santander, Terra Investimentos e XP Investimentos, com dados da Economatica

Petrobras (PETR4)

A petroleira aparece nas carteiras como uma tese de geração de caixa e dividendos, sustentada pelo aumento da produção no pré-sal, pelos custos de extração competitivos e pela baixa alavancagem. Com o Brent ainda pressionado pelo conflito no Oriente Médio e pela necessidade de reposição dos estoques globais, as projeções apontam para a sustentação de preços mais elevados, e em uma das carteiras a ação é tratada como proteção cambial por combinar petróleo, câmbio e dividendos.

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A descoberta de hidrocarbonetos na Margem Equatorial é vista como um marco técnico, mas ainda distante de virar produção comercial. Entre os pontos de acompanhamento estão a disciplina de capital diante das discussões sobre investimentos fora da exploração e produção e a redução das importações chinesas de petróleo.

Sabesp (SBSP3)

A companhia de saneamento entra no ranking puxada pelo plano de investimentos para a universalização até 2029, que amplia a base de remuneração regulatória, e pela revisão tarifária prevista para dezembro. As casas consideram temporário o aumento das despesas operacionais em 2026 e afirmam que ele não muda o potencial de ganhos de eficiência após a privatização.

A ação também aparece entre as preferidas dos investidores estrangeiros e deve se beneficiar da queda dos juros longos e da retomada dos fluxos. Os leilões de novas concessões, previstos para o início de 2027, são apontados como catalisador. Em uma das carteiras, a Sabesp substitui a Axia para reduzir a exposição a revisões negativas de resultados no curto prazo.

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Embraer (EMBJ3)

A fabricante de aviões soma receita em dólar a um momento operacional descrito como de crescimento, com mais entregas em todas as unidades de negócio e carteira de pedidos de US$ 35 bilhões. A revisão para cima do guidance de margem em 2026, motivada pela isenção das tarifas americanas no segundo semestre e pela melhora operacional, sustenta a tese, com destaque para aviação executiva, defesa e serviços.

O aumento dos gastos com defesa entre os países da Otan é citado como oportunidade de médio prazo. A alavancagem próxima de zero e a avaliação de que a Eve ainda não está no preço da ação completam o argumento das casas.

Itaú Unibanco (ITUB4)

O banco é escolhido pela consistência de resultados, com lucro recorrente de R$ 12,4 bilhões e retorno sobre o patrimônio acima de 24% no segundo trimestre, inadimplência estável e disciplina na concessão de crédito num ambiente ainda seletivo. A rentabilidade superior à dos principais pares é o argumento que se repete entre as carteiras que o recomendam, e uma delas destaca também a política de dividendos.

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O ponto de atenção é a revisão para baixo do guidance de receitas de serviços e seguros, que uma das casas associa a iniciativas de relacionamento com clientes, e não a uma piora do negócio. A administração espera maior contribuição da margem financeira no segundo semestre, especialmente no quarto trimestre.

Vale (VALE3)

A mineradora perde uma indicação em relação a setembro, mês em que caiu cerca de 10% com a preocupação do mercado sobre o impacto do frete mais caro nos próximos balanços. As casas que a mantêm destacam o maior volume de minério de ferro para um segundo trimestre desde 2018, a geração de caixa e a remuneração aos acionistas, com dividendos, juros sobre capital próprio e um novo programa de recompra.

O avanço de cobre e níquel aparece como segunda frente de crescimento, ligada à demanda por metais da transição energética. Em uma das carteiras, o peso da ação foi reduzido para o mês.

Rede D’Or (RDOR3)

A rede hospitalar é recomendada pela expansão de margens no segundo trimestre, com o Ebitda crescendo acima da receita graças à diluição de custos com materiais e medicamentos, e pela queda da sinistralidade na SulAmérica. O amadurecimento de leitos é apontado como vetor de crescimento.

Depois da alta recente, uma das casas reduziu o peso da ação na carteira, com a avaliação de que o potencial de valorização ficou menor, embora os fundamentos sigam sólidos.

Gerdau (GGBR4)

A siderúrgica completa o grupo das empresas com receita em dólar e é vista como proteção caso o câmbio suba depois da eleição. A tese se apoia na operação nos EUA, beneficiada por medidas de proteção comercial, restrição às importações e demanda ligada a infraestrutura, energia e data centers.

As casas também destacam a geração de caixa, a disciplina na alocação de capital e o valuation. Em uma das carteiras, o peso da ação foi reduzido para aumentar a exposição a empresas domésticas antes do primeiro turno.