Renda fixa

Tesouro Direto: Taxas de títulos públicos têm queda nesta quinta-feira

Investidores monitoraram prévia do PIB abaixo do esperado no Brasil e dados de seguro-desemprego e do PIB nos EUA

(Shutterstock)

SÃO PAULO – Em mais um dia marcado pela divulgação de indicadores fracos da economia brasileira, somado ao corte na projeção de crescimento do PIB em 2020 pelo Banco Central, os títulos do Tesouro Direto operam sem direção definida na tarde desta quinta-feira (26). Mais cedo, o programa teve duas paralisações.

Entre os papéis indexados à inflação, o com vencimento em 2026 pagava um juro real de 3,85% ao ano, ante 4,02% a.a. na tarde de quarta-feira (25).

Os prêmios oferecidos pelos títulos com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, cediam de 4,52% para 4,41% ao ano.

Com relação aos papéis prefixados, o juro do título com vencimento em 2023 recuava de 5,89% para 5,63% ao ano. Já o Tesouro Prefixado 2026 pagava 7,43%, ante 7,92% a.a. ontem.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos ofertados nesta quinta-feira (26):

Fonte: Tesouro Direto

Noticiário

Um dia após a divulgação de dados da inflação abaixo do esperado em março, hoje, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, mostrou um crescimento de 0,24% em janeiro na comparação com o mês anterior. O resultado ficou abaixo da expectativa mediana dos economistas compilada no consenso Bloomberg, que apontava para um avanço de 0,40%.

Em dezembro, o IBC-Br registrou uma contração de 0,27%. Já na base anual, o índice teve uma expansão de 0,69%, ante expectativa de avanço de 1,05%.

Em meio ao impacto econômico da pandemia de coronavírus, o Banco Central cortou sua projeção para o PIB brasileiro a zero em 2020, ante expectativa de crescimento de 2,2%, calculada em dezembro. A mudança consta do Relatório Trimestral de Inflação, divulgado nesta quinta-feira (26).

No documento, a autoridade monetária voltou a reiterar que vê como adequada a manutenção da taxa Selic em seu novo patamar, de 3,75% ao ano, mas ponderando que a maior variância de riscos e novas informações sobre a conjuntura econômica serão essenciais para definir seus próximos passos.

Dados americanos

Nos Estados Unidos, a atenção hoje recaiu sobre os dados de pedidos de seguro-desemprego semanal e do PIB do quarto trimestre de 2019.

De acordo com o Departamento do Trabalho dos EUA, o número de pedidos de auxílio-desemprego no país disparou, de 282 mil, na semana encerrada no dia 13 de março, para 3,28 milhões na semana passada. O resultado veio acima da expectativa do consenso Bloomberg, que apontava para um aumento a 1,7 milhão de pedidos.

Já o PIB da maior economia do mundo cresceu à taxa anualizada de 2,1% no quarto trimestre de 2019, de acordo com o Departamento do Comércio americano, em linha com as expectativas do mercado.

Em 2019, a economia americana teve um avanço de 2,3%, o menor ritmo em três anos; em 2018 ,o crescimento foi de 2,9% e, em 2017, a alta foi de 2,4%.

Mais cedo, o presidente do Federal Reserve (o banco central americano), Jerome Powell, afirmou que os Estados Unidos já podem estar em uma recessão por causa dos efeitos da pandemia de coronavírus, mas ressaltou que o país atravessa uma “situação única” e que “não há nada de errado” com sua economia do ponto de vista dos fundamentos.

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