Resiliência?

Apesar de queda dos fundos imobiliários em janeiro, número de investidores sobe 13%

Segundo a B3, 82,4 mil pessoas ingressaram no mercado no 1º mês do ano, levando o número total de investidores para 715 mil

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SÃO PAULO – A queda de 3,8% do Ifix, índice que acompanha os principais fundos imobiliários, em janeiro não impediu a classe de ganhar novos investidores. Muito pelo contrário. Atribuída a uma correção depois de fortes ganhos no último ano, especialmente em dezembro, quando o Ifix, subiu 10,6%, a baixa não afetou o número de investidores, que cresceu 13% no período.

Segundo dados divulgados pela B3 nesta sexta-feira (28), 82,4 mil pessoas ingressaram no mercado de fundos imobiliários listados em Bolsa em janeiro, levando o número de investidores pessoas físicas para 715 mil.

Com isso, investidores pessoas físicas são responsáveis hoje por 73,3% do volume negociado pelos FIIs na B3 e por 77% do estoque. Os investidores institucionais aparecem em segundo lugar, com cerca de 22% do volume.

Após um número recorde de ofertas públicas em 2019, a indústria de fundos imobiliários começou o ano com oito ofertas, que responderam por um volume financeiro de R$ 2,4 bilhões. Até janeiro, os FIIs com cotas negociadas em Bolsa somavam 226.

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Já o patrimônio líquido da classe cresceu de R$ 88,3 bilhões, em dezembro, para R$ 91,6 bilhões, no último mês, enquanto o valor de mercado aumentou de R$ 101 bilhões para R$ 108 bilhões.

Queda não altera fundamentos

Após cinco anos seguidos de alta, o Ifix acumula queda da ordem de 7,3% em 2020. O aumento da aversão a risco visto nesta semana, em função da escalada das preocupações com o coronavírus, intensificou o movimento.

Ainda que as preocupações com a epidemia e seus efeitos sobre a economia estejam no centro das atenções, especialistas consultados pelo InfoMoney ainda não veem razões para mudanças nos fundamentos de longo prazo e enxergam a queda como uma nova oportunidade para compra.

“Muita gente estava esperando uma porta de entrada para comprar cotas nos últimos meses. Os preços estão voltando a níveis de novembro, a dinâmica não mudou e os FIIs continuam super resilientes”, afirmou Renan Manda, analista de fundos imobiliários da XP.

Para Manda, se houvesse um impacto maior da contaminação no Brasil, os fundos de shopping center poderiam ser mais afetados por uma redução no número de clientes, enquanto que fundos de galpões logísticos seriam mais resilientes, dado um cenário de aumento da demanda pelo e-commerce.

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