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A expansão da inteligência artificial caminha apoiada em apenas dois nomes. Anthropic e OpenAI respondem hoje por cerca de metade da carteira agregada de US$ 2 trilhões em contratos das quatro maiores provedoras de computação em nuvem dos Estados Unidos.
As duas companhias se tornaram, simultaneamente, as maiores clientes de infraestrutura do planeta e receptoras de aportes bilionários das próprias gigantes de tecnologia que as hospedam — um arranjo circular que ajuda a explicar o ritmo de investimento das hospedeiras em data centers.
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Para as fornecedoras de nuvem, o desenho se traduz em visibilidade de receita sem precedentes, mas também em risco de concentração que merece atenção.
Oportunidade com segurança!
O ponto ganha relevância adicional à medida que Anthropic e OpenAI avançam rumo às suas aberturas de capital previstas para 2026, quando o mercado passará a precificar com mais clareza a dependência mútua entre criadoras de modelos e quem fornece o poder computacional para treiná-los.
Banco do Brasil (BBAS3) entrega trimestre fraco e mantém visibilidade reduzida
O Banco do Brasil (BBAS3) divulgou um primeiro trimestre de 2026 fraco, ainda que dentro do esperado. A leitura central, contudo, deixou de ser o balanço em si e passou a ser a deterioração do cenário, com a assimetria de riscos pesando para o lado negativo e abrindo espaço para novos cortes nas projeções da própria companhia.
Com o papel negociando a cerca de seis vezes o lucro estimado para 2026, no ponto médio do novo intervalo divulgado pela administração, a recomendação se mantém neutra. A baixa visibilidade sobre os próximos trimestres reforça a cautela, em um momento em que o crédito ao agronegócio segue como ponto de atenção do setor bancário.
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Petrobras (PETR4) anuncia R$ 9 bilhões em dividendos, mas geração de caixa frustra
A Petrobras (PETR4) reportou Ebitda ajustado de US$ 11,7 bilhões no primeiro trimestre, abaixo das estimativas e do consenso de mercado. O lucro líquido de US$ 6,2 bilhões veio em linha, enquanto a remuneração aos acionistas — US$ 1,8 bilhão, equivalentes a cerca de 1,4% de retorno no trimestre — e a geração de fluxo de caixa livre decepcionaram.
Em moeda local, o pagamento aprovado soma R$ 9,0 bilhões. A atenção do mercado se volta agora para o segundo trimestre, em que a trajetória dos preços do petróleo e a disciplina de investimentos da estatal devem ditar o tom do próximo balanço e da política de proventos.
MSCI inclui Aura (AURA33) e Itaú ON (ITUB3) e retira Totvs (TOTS3) do índice Brasil
O provedor de índices MSCI anunciou em 12 de maio sua revisão periódica, com mudanças que passam a valer em 1º de junho. No recorte brasileiro, entram a mineradora Aura Minerals (AURA33) e as ações ordinárias do Itaú Unibanco (ITUB3) — que se somam às preferenciais (ITUB4) já presentes na cesta. A Totvs (TOTS3) deixa o índice.
A composição do MSCI Brazil é monitorada de perto porque baliza a alocação dos fundos passivos estrangeiros. Inclusões tendem a gerar fluxo comprador estruturado nas semanas próximas à efetivação da mudança, ao passo que exclusões costumam pressionar o papel no sentido oposto — movimento que costuma se concentrar nos pregões finais antes da data de corte.
Desenrola 2.0 deve aliviar inadimplência, mas mudança estrutural depende dos juros
O novo programa Desenrola deve trazer algum alívio aos indicadores de crédito no curto prazo. As estimativas preliminares da equipe de economia apontam que, até o fim do ano, o grau de endividamento das famílias pode recuar 2,3 pontos percentuais, com a inadimplência cedendo até 0,8 ponto percentual. O programa também tem potencial para adicionar até 0,2 ponto percentual ao crescimento do PIB de 2026.
Ainda assim, no formato e na duração atualmente desenhados, a iniciativa não representa virada estrutural — diagnóstico reforçado pela experiência do primeiro Desenrola. Uma melhora consistente nas finanças das famílias passa, necessariamente, pela combinação entre queda sustentada da taxa básica de juros e manutenção de um mercado de trabalho aquecido.
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IPCA de abril sobe 0,67% e mostra altas disseminadas
O IPCA de abril avançou 0,67% na comparação com março, em linha com a projeção da casa, segundo dados divulgados pelo IBGE. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses passou de 4,14% para 4,39%, pressionando o teto da meta perseguida pelo Banco Central.
Entre as surpresas altistas, destacaram-se carnes, frutas, serviços pessoais e tubérculos, raízes e legumes. Em direção oposta, gasolina, medicamentos e transporte público surpreenderam levemente para baixo. A leitura de altas disseminadas reforça o quadro de cautela do Copom para os próximos passos da política monetária.
Onde investir em maio: qualidade e diversificação seguem como pilares
As carteiras de alocação foram mantidas em maio, com a estratégia ancorada em diversificação, qualidade, carrego e seletividade. Na Bolsa brasileira, a recomendação privilegia empresas de baixa alavancagem e geração de caixa consistente — características que tendem a se valorizar em cenários de juros altos por mais tempo.
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Em crédito privado, a orientação é redobrar a diligência para aproveitar o alargamento dos prêmios na renda fixa. Na renda variável global, mantém-se a visão estrutural positiva para as gigantes de tecnologia, em sintonia com o avanço dos investimentos em inteligência artificial.
Tesouro Reserva amplia oferta de títulos pós-fixados atrelados à Selic
O Tesouro Nacional lançou um novo título atrelado à Selic, batizado de Tesouro Reserva. O papel paga 100% da taxa básica de juros em todo dia útil, com aplicação mínima de R$ 1,00 e teto de R$ 500 mil por investidor a cada mês. O resgate é integral e pode ser feito a qualquer momento, características que reforçam seu apelo como instrumento de reserva de liquidez.
Em uma primeira fase, o produto está disponível apenas a correntistas do Banco do Brasil (BBAS3), com acesso pelo aplicativo Investimentos BB. Outras instituições financeiras devem passar a distribuir o título em breve, ampliando o alcance da nova alternativa em meio à concorrência crescente com fundos de renda fixa de baixo risco e CDBs de liquidez diária.
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