Ágora/Bradesco revisa estimativas para setor de energia e eleva recomendações

Corretora recomenda manter papéis da AES Tietê, CESP e Tractebel
(Divulgação/Eletrobras)
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SÃO PAULO – A corretora Ágora/Bradesco revisou suas estimativas para três companhias do setor de energia incorporando os resultados do segundo trimestre de 2013: AES Tietê, Tractebel e CESP. Os analistas acreditam que o cenário macroeconômico é desafiador para o setor, mas, mesmo assim, alterou a recomendação dos papéis da AES Tietê e Tractebel para Manter – a recomendação anterior era de venda.

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Sobre o preço da energia no longo prazo, a corretora elevou suas estimativas de R$ 110/MWh para R$ 130/MWh. A instituição levantou quatro razões para justificar o aumento nessa estimativa: nova metodologia para o cálculo do preço da energia no mercado; apreciação do dólar; potencial aumento da participação da energia térmica dentro da matriz energética brasileira; e atraso na implementação de novas hidrelétricas por conta de restrições ambientais.

AES Tietê
Os bons retornos via dividendos que a empresa oferece é um dos destaques da Ágora/Bradesco. Segundo os analistas, dentro de seu universo de cobertura, o pagamento de dividendos da AES Tietê é um dos melhores do setor. Além disso, toda a energia da companhia está vendida até 2015, destaca a corretora.

“Quanto ao crescimento de sua capacidade de geração, a AES Tietê já obteve a licença ambiental prévia exigida para a construção de uma planta a base de gás natural no Estado de São Paulo (com capacidade de 500 MW)”, afirma a Ágora/Bradesco.

Os pontos fortes da empresa são, segundo a instituição, um alto dividend yield, ganhos estáveis e previsíveis até 2015 e forte geração de caixa.

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CESP
Sobre o desempenho das ações da CESP, os analistas destacam três itens de grande importância: os preços de energia no curto prazo; definição da remuneração dos ativos não depreciados, especialmente a usina de Três Irmãos; e possível mudança no controle da companhia.

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Os analistas acreditam que os pontos fortes da companhia sejam sua exposição ao mercado spot em 2014, seu potencial de mudança no grupo de controle e alto dividend yield. Por outro lado, os pontos fracos são a evolução desfavorável do pedido de reavaliação da indenização para a Usina de Três Irmãos e a depreciação do real. A recomendação para a companhia continua sendo Manter.

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Tractebel
“Em meio a um cenário de incertezas sobre o setor, a Tractebel destaca-se como um porto seguro entre os seus pares”, afirma a corretora sobre a empresa de geração de energia. Os analistas destacam que a empresa não possui nenhuma concessão expirando entre 2015 e 2017 e que os riscos sobre o preço de seu portfólio são pequenos.

A Ágora/Bradesco ressalta ainda que a posição de caixa da Tractebel, atualmente, é bastante forte, o que permite um bom pagamento de dividendos. A expertise da empresa na comercialização de energia e seu alto pagamento de dividendos são dois dos pontos fortes em destaque da companhia.