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Até 5.700%: Veja quanto as ações X precisam subir para voltar ao preço máximo

A OGX (OGXP3), por exemplo, que já caiu 98,29% do preço máximo ao preço atual (fechamento de quinta-feira, 17), precisaria de uma elevação de 5742,50% para ir dos atuais R$ 0,40 para os R$ 23,37 que já chegaram a valer um dia

Eike de macacão e capacete
(Ricardo Moraes/Reuters)

SÃO PAULO – Não é novidade para ninguém que as ações das empresas do grupo X não estão tendo um bom ano, afinal, a queda de cada uma delas é brutal, até então, em 2013. Comparando o preço máximo histórico de fechamento com o preço atual, o downside é enorme e o upside necessário para voltar a ele é assustador.

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A OGX (OGXP3), por exemplo, que já caiu 98,29% do preço máximo ao preço atual (fechamento de quinta-feira, 17), precisaria de uma elevação de 5742,50% para ir dos atuais R$ 0,40 para os R$ 23,37 que já chegaram a valer um dia.

O controlador do Grupo EBX, Eike Batista, preocupado com o fracasso de suas empresas, está se desfazendo de uma por uma. Em março, 24,5% da empresa de energia MPX (MPXE3) foi vendida para o grupo alemão E.ON, que, no mês passado, mudou o nome dela para Eneva. Já a companhia de logística, LLX (LLXL3), foi vendida para o grupo americano EIG por R$ 1,3 bilhão em agosto. Por fim, nesta semana, a informação de que a gestora Vinci Partners estaria conversando com a OGX para comprá-la, antecipada pelo InfoMoney, foi confirmada hoje pela companhia de petróleo e Gás. Se essa venda ocorrer de fato, só sobrará na mão do empresário a MMX (MMXM3), a OSX (OSXB3) e a CCX (CCXC3).

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A queda das ações e o endividamento das empresas são provenientes da falta de produção e dos resultados extremamente defasados e negativos, divulgados pelas empresas trimestre a trimestre. A OGX, por exemplo, em seu último balanço, divulgado no dia 30 de junho, apresentou um prejuízo líquido de 6,139 bilhões nos últimos 12 meses e de 4,724 bilhões nos últimos três meses. A dívida líquida da companhia é de 7,979 bilhões.

O InfoMoney calculou quanto as ações de cada uma das empresas precisam subir para voltar ao preço máximo que já chegaram a valer um dia, quando todos acreditavam no potencial delas.

Confira abaixo:

OGX (Petróleo e Gás) (OGXP3)
Abertura: R$ 11,32 (12/06/2008)
Preço máximo histórico (fechamento): R$ 23,37 (15/10/2010)
Fechamento em 17/10: R$ 0,40
Desvalorização: 98,29%
Desvalorização em 2013: -90,87%
Elevação necessária para atingir o preço máximo novamente: 5.742,50%

MMX (Mineração) (MMXM3)
Abertura: R$ 13,67 (12/11/2007)
Preço máximo histórico (fechamento): R$ 20,76 (10/06/2008)
Fechamento 17/10: R$ 1,07
Desvalorização: 94,85%
Desvalorização em 2013: -75,96%
Elevação necessária para atingir o preço máximo novamente: 1.840,19%

LLX (Logística) (LLXL3)
Abertura: R$ 4,64 (28/07/2008)
Preço máximo histórico (fechamento): R$ 10,23 (10/09/2010)
Fechamento 17/10: R$ 1,32
Desvalorização: 87,10%
Desvalorização em 2013: -34,46%
Elevação necessária para atingir o preço máximo novamente: 675%

OSX (Indústria naval e "offshore") (OSXB3)
Abertura: R$ 32,00 (19/03/2010)
Preço máximo histórico (fechamento): R$ 32,00 (19/03/2010)
Fechamento 17/10: R$ 0,72
Desvalorização: 97,75%
Desvalorização em 2013: -93,24%
Elevação necessária para atingir o preço máximo novamente: 4.344,44%

CCX (Carvão) (CCXC3)
Abertura: R$ 8,51% (25/05/2012)
Preço máximo histórico (fechamento): R$ 8,51% (25/05/2012)
Fechamento 17/10: R$ 1,36
Desvalorização: 84,02%
Desvalorização em 2013: -33,66%
Elevação necessária para atingir o preço máximo novamente: 525,74%

Eneva (Energia) (MPXE3)
Abertura: R$ 11,98 (13/12/2007)
Preço máximo histórico (fechamento): R$ 14,28 (11/05/2012)
Fechamento 17/10: R$ 4,71
Desvalorização: 67,02%
Desvalorização em 2013: -57,76%
Elevação necessária para atingir o preço máximo novamente: 203,18%

 

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