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SÃO PAULO – A equipe de gestão do fundo Verde, do Credit Suisse Hedging-Griffo, comandada por Luis Stuhlberger, continua cética com a bolsa brasileira. A carta aos cotistas do maior fundo multimercado do País segue o mesmo tom dos meses anteriores e o gestor questiona a capacidade do mercado se recuperar diante da atual conjuntura econômica.
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“No Brasil, o primeiro trimestre trouxe uma nova decepção de crescimento. Conforme as empresas reportam seus lucros para o período, as decepções se acumulam. Ao mesmo tempo, a inflação continua surpreendendo para cima, ao ponto de retornar como personagem principal do debate político. O mercado tem sido leniente com os valuations, na esperança de uma melhora a partir de meados de abril. Continuamos céticos em relação a tal melhora”, diz a carta.
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O gestor ressaltou que os riscos estão aumentando, mas isso ainda não está refletindo nos prêmios de risco dos ativos de prazo mais longo. “Nossa visão é que isso ocorre porque os investidores estão ancorando suas expectativas futuras nos retornos passados. Diante disso, o Fundo continua mantendo posições que se beneficiam de uma abertura sistemática dos prêmios de risco”, aponta Stuhlberger.
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Lá fora…
Ele também diz que as políticas monetárias expansionistas dos grandes bancos centrais faz com que os investidores globais continuem buscando retornos incessantemente, a despeito dos sinais de desaceleração econômica que se acumularam no último mês, tanto nos mercados emergentes quanto nos desenvolvidos.
“É um filme que parece se repetir sistematicamente todo ano: estímulo monetário, busca por risco e pouco impacto na economia real. Até aqui, os preços de ativos de risco têm sido bastante resilientes, especialmente aqueles que têm maior correlação com taxas de juros. A grande questão hoje é saber até onde essa resiliência vai, diante de mais sinais de fraqueza econômica”, diz a carta. Com isso, o gestor optou por reduzir posições em ações nos Estados Unidos, México, e apostas na moeda japonesa.
O Fundo Verde obteve um retorno de 0,36% em abril e acumula um retorno de 4,45% em 2013.