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Petrobras é um ativo barato, diz corretora que recomenda compra

A Petrobras (PETR4), que já foi um grande titã da bolsa de valores, passou por uma longa fase ruim, fazendo muitos investidores começarem a desacreditar em seu potencial como blue chip do Ibovespa

Graça Foster - balanço Petrobras - combustíveis
(Nacho Doce/Reuters)

SÃO PAULO – A Petrobras (PETR3PETR4) passou por uma longa fase ruim, fazendo muitos investidores começarem a desacreditar em seu potencial como blue chip do Ibovespa, por conta de reservas em declínio, ingerência do governo e produção decepcionante trimestre após trimestre.

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No entanto, nas últimas semanas parece que a situação da estatal começou a se inverter novamente, com notícias positivas relacionadas também ao programa de redução de despesas (PROCOP), que bateu um terço de suas metas no 1T13 e deu margem para a Petrobras bater seu próprio guidance. Assim, só nessa semana, as ações preferenciais da companhia subiram quase 8%, levando o acumulado do ano de 2013 a ficar positivo, após uma queda de quase 7% em 2012.

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De acordo com relatório da XP Investimentos, a Petrobras não é o case mais óbvio da bolsa, mas eles acreditam que suas ações são necessárias na composição da carteira. “A Petrobras é um ativo barato, mas já está neste patamar há algum tempo. A medida que uma empresa perde valor em bolsa e não entrega resultados, isso se altera. Considerando que o 2T13 deve ser um forte trimestre (último reajuste, corte de custos e commodities arrefecendo), acreditamos que um valuation de 8x P/L para 2013 não é justificável”, afirmou a corretora.

Uma nova fase?
Ainda segundo a XP, o momento está voltando a ser bom para a companhia presidida por Maria das Graças Foster, pois finalmente ela está mostrando o resultado de sua nova gestão. “Não entraremos na discussão de quanto ineficiente a empresa era, mas sim que ela foi capaz de reduzir sua despesa em R$ 1,3 bilhão no trimestre, contribuindo para uma expansão 7,7 p.p. de margem ante o 4T12”, disse o relatório.

Para a corretora, os indicadores operacionais de refino também chamaram a atenção, com as refinarias rodando a plena capacidade. Evento que aliado a melhores preços e menor demanda, corroboraram para um menor prejuízo no segmento de abastecimento.

Exploração e Produção
Segundo a XP Investimentos, este vinha sendo um dos maiores pontos negativos da companhia nos últimos resultados, pois a produção simplesmente não crescia e as reservas em declínio produziam cada vez menos. “Não esperamos uma alteração radical nesta linha, mas sim uma substancial melhora a partir de junho, uma vez que a rodada de manutenção deve chegar ao fim”, finalizou a corretora.

 

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