Impeachment

“Acho que Dilma vai cair e que devemos ir comprando ações”, diz analista

O cenário atual é de muita turbulência política em Brasília

SÃO PAULO – Os desdobramentos políticos da Operação Lava Jato da Polícia Federal e das decisões da administração da presidente Dilma Rousseff são os principais gatilhos para o mercado de renda variável no Brasil. Com a divulgação de grampos telefônicos do ex-presidente Lula, a bolsa começou o dia animada, chegando a uma alta de quase 6%. Como o investidor pode se posicionar nesse momento?

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Flávio Conde, analista da consultoria de investimento WhatsCall, comenta que o investidor, para aplicar na bolsa no momento, precisa seguir um caminho: ou aposta em um impeachment ou em continuidade do governo atual. “A bolsa está muito volátil, vai ter dia que vai subir, tem dia que vai cair. Eu acho que Dilma vai cair e que devemos ir comprando ações aos poucos”, atesta o analista.

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Em caso de queda da presidente, entre os papéis que se beneficiam, de acordo com Flávio Conde, estão os de estatais como a Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3) e os grandes bancos privados, como o Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC4).

Os papéis que teriam um pior desempenho nesse cenário são os de grandes exportadoras, que se beneficiam com valorizações do dólar, uma vez que têm suas receitas atreladas à moeda estadunidense. Entre eles, se incluem ações como a Suzano (SUZB5), Fibria (FIBR3) e Embraer (EMBR3), por exemplo.

Anteriormente, o analista já havia afirmado que acredita que, em caso de queda da presidente, o Ibovespa, principal índice de ações da bolsa brasileira, tem potencial para passar dos 60 mil pontos e o dólar ficar abaixo de R$ 3,50.

 

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