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SÃO PAULO – Quem trabalhou a vida inteira quer chegar na terceira idade com o mesmo poder de compra e capacidade financeira de quando era jovem. No entanto, ao parar de trabalhar, muitos não conseguem manter o padrão de vida pelo fato de não terem se planejado financeiramente para a aposentadoria.
Na opinião de especialistas em investimentos e finanças, uma das melhores opções para quem quer acumular recursos para a aposentadoria é o investimento em ações – em vários países investir na bolsa para garantir a aposentadoria é uma prática comum.
Seja vivendo da renda gerada por dividendos, ou apenas da venda das ações acumuladas ao longo da vida, é possível ter uma aposentadoria tranquila aplicando em renda variável. Especialistas dão cinco dicas de como escolher ações e montar uma boa estratégia para investir bem no longo prazo.
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1 – Comece a investir cedo
Quanto mais distante a pessoa estiver da aposentadoria na hora que começar a investir, melhor, pois assim ela poderá acumular anos de experiência investindo e ter uma rentabilidade maior. O educador financeiro André Massaro também afirma que, quanto mais tempo a pessoa tem até se aposentar, mais tempo ela tem para se recuperar de eventuais perdas que o mercado de renda variável pode trazer.
Por isso, o quanto antes você começar a planejar a sua aposentadoria e a montar a sua carteira de ações para o longo prazo, melhor.
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2 – Dê prioridade para boas pagadoras de dividendos
Para a consultora financeira Eliana Bussinger, uma boa alternativa é se aposentar e viver da renda de dividendos. Com essa estratégia, as pessoas não precisam depender da valorização das ações, o que pode acabar se tornando uma rotina estafante. Para André Massaro, enquanto a pessoa ainda está se preparando para a aposentadoria, ela deve reinvestir os dividendos e assim aumentar o ‘bolo’ para garantir uma aposentadoria mais confortável.
3 – Não se preocupe com o curto-prazo
“Quanto mais distante a pessoa ficar das oscilações do curto-prazo, melhor”, afirma André Massaro. Para o educador financeiro, a rotina de acompanhar oscilações diárias pode fazer com que o investidor perca confiança em sua estratégia de longo-prazo e queira mudá-la no meio do caminho, o que não é recomendável.
“Além disso, acompanhar as oscilações diariamente gera stress, angústia e perda na qualidade de vida”, completa.
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4 – Escolha ações com boas perspectivas de crescimento no longo-prazo
Esse é outro ponto que André Massaro afirma ser primordial. Segundo o educador financeiro, uma vez que a estratégia para se aposentar é de longo-prazo, é importante que os critérios escolhidos também sejam. Empresas que tenham boas chances de crescer no longo-prazo são uma boa escolha por possibilitar um rendimento mais estável e contínuo ao longo dos anos.
Para isso, é importante conhecer bem a empresa, o setor e até mesmo seus concorrentes. Caso você não tenha tempo ou conhecimento para fazer este tipo de análise fundamentalista, pode procurar ajuda de um especialista ou optar pelos fundos de ações – mas a escolha de um bom fundo também é fundamental.
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5 – Diversifique
“Diversificar sempre é importante”, ressalta Eliana Bussinger. Segundo a consultora a diversificação protege o investidor em eventuais perdas. Uma boa dica é investir em uma boa companhia de cada setor da economia, assim o investidor não fica muito exposto em um único investimento.
Além disso, para Eliana é importante que o investidor não se limite a investir na bolsa e realize outros investimentos que tem perfil mais conservador para garantir uma diversificação ainda mais completa.