Crise

Via Varejo pede suspensão de aluguéis para reduzir despesas em até R$ 80 milhões, diz agência

Medida ajudaria a companhia a enfrentar a queda de 50% na receita

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(Wikipedia)
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SÃO PAULO – A Via Varejo (VVAR3), controladora da Casas Bahia e do Ponto Frio, está solicitando a suspensão de aluguéis de mais de 1.020 lojas físicas fechadas em todo país diante da queda de sua receita por conta das medidas restritivas impostas pela pandemia.

Segundo informações da agência Reuters, a medida reduziria as despesas em cerca de R$ 80 milhões se todos os proprietários aceitarem o pedido de suspensão de aluguéis, o que ajudaria a companhia a enfrentar a queda de 50% de sua receita.

Fontes da agência de notícias revelaram que a Via Varejo já conseguiu acordo com alguns proprietários e espera fechar um acordo coletivo com outros lojistas para não pagar aluguéis de suas lojas em shopping centers.

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O principal acionista da empresa, Michael Klein, que também é dono de dezenas de lojas alugadas pela Via Varejo, também recebeu o mesmo pedido e está sendo tratado como todos os outros proprietários, afirmaram as fontes.

A medida visa melhorar a saúde financeira da companhia, que viu sua receita cair em até 70% no início da quarentena. Com o lançamento de uma plataforma para vendedores de lojas trabalharem de casa, a Via Varejo conseguiu minimizar a queda de receita e vendas atualmente 50% abaixo das metas estabelecidas antes da pandemia.

Se a Via Varejo conseguir a adesão de proprietários, a posição de caixa de 4 bilhões de reais em dezembro deve durar mais meses do que o inicialmente previsto.

Além de solicitar a suspensão temporária do pagamento dos aluguéis das lojas fechadas, a Via Varejo também postergou o pagamento de fornecedores indiretos, segundo um comunicado visto pela Reuters.

Na nota, a empresa atribuiu a decisão a disrupções no trabalho dos funcionários durante a pandemia.

“Estamos prorrogando toda nossa programação de obrigações por até um mês e prazo mínimo de 75 dias após a emissão da nota”, diz o comunicado.

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Procurada pela reportagem, a Via Varejo disse que não vai comentar sobre os casos.

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