Unit do Santander destoa do movimento do Ibovespa e termina com alta de 2,59%

Novo programa de recompra de ações e ADRs impulsiona papéis de banco espanhol, que tiveram a 2ª maior alta diária do índice

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SÃO PAULO – Apesar do dia negativo do mercado brasileiro nesta quinta-feira (25), os units do Santander (SANB11) apareceram como um dos únicos destaques positivos do Ibovespa, registrando valorização de 2,59% – segunda maior alta do benchmark -, terminando cotado a R$ 14,26. Enquanto isso, o índice recuou 1,57%.

No intraday, esses papéis chegaram a subir 6,12%, quando bateram sua máxima diária de R$ 14,75, garantindo o posto de maior oscilação positiva entre os ativos do índice.

O movimento reflete em parte o novo programa de recompra de ações pela instituição, na visão do analista do setor financeiro da Ágora Corretora, Aloisio Lemos. Ele acredita que, por conta da disponibilidade de reservas da empresa, somado ao movimento negativo do mercado de ações, essa movimentação de recompra de papéis é natural. “Já que o mercado não está dando o devido valor, as próprias empresas vão fazê-lo”, afirma Lemos.

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Nesta quinta-feira, o conselho de administração do Santander aprovou a substituição do antigo programa de recompra de ações – que tinha prazo para até 9 de novembro deste ano – por um novo plano, com prazo até 24 de agosto de 2012. Segundo o banco, serão adquiridas até 57 milhões de units referentes, a 3,135 bilhões de papéis ON e 2,850 bilhões de ações PN. Os ADRs (American Depositary Receipts) também podem entrar nas negociações. O total de ativos a serem adquiridos refere-se a 1,5% do capital social em circulação.

Segundo o anúncio, parte dos títulos serão utilizados para o banco se proteger da volatilidade que atualmente atinge o Ibovespa. Ao fim do processo, a instituição espera ter mantido o “free float” (porcentagem de ações da empresa que não se encontram nas mãos de seus acionistas principais) na BM&F Bovespa em até 14,13%, mantendo a exigência da bolsa de ter até 25% do total de suas ações em negociação para assim permanecer no Nível 2 de Governança Corporativa.

Movimento corretivo
Cabe mencionar que as empresas do setor financeiro brasileiro estão sendo duramente afetadas em 2011 pelos temores acerca do sistema financeiro internacional. “Os brasileiros não têm nada a ver com a situação dos títulos públicos no exterior”, explica Lemos. O IFNC, índice que acompanha essas instituições, recuou mais de 20% desde janeiro, desempenho em linha com o Ibovespa.

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O próprio unit do Santander é vítima disso. Apesar dessa valorização neste pregão, esses ativos acumulam perdas em torno de 35% em 2011. Essa forte queda, aliada à manutenção dos fundamentos dessas companhias, pode resultar em um movimento de reajuste nesses papéis, o que dá um alívio ao Santander. “Os bancos daqui são muito mais protegidos, e devem subir muito mais que os de lá durante uma recuperação”, diz o analista da Ágora, projetando uma valorização para o setor.