Telefônica entra na Justiça contra Gradiente e se junta a outros credores

Banco do Brasil e Banco Fibria estão entre os credores que pedem esclarecimentos da empresa quanto a prorrogação do prazo de pagamento das dívidas

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SÃO PAULO – A IGB Eletronica (IGBR3), dona da Gradiente, vem sendo alvo de diversos processos de credores da empresa nas últimas semanas por não concordarem com a prorrogação do prazo para pagamento das dívidas estipulada no plano de recuperação judicial. As últimas empresas a entrarem na Justiça requerendo esclarecimentos foram a Telefônica Brasil (VIVT4) e a Telecom S.A., conforme petição protocolada, na semana passada, na 2ª Vara de Falência e Recuperações Judiciais, em São Paulo, e a qual o InfoMoney teve acesso. 

As empresas expõem no documento que “não concordam com a prorrogação dos pagamentos estabelecidos no 2° aditamento ao plano de recuperação extrajudicial” e pedem que a empresa apresente os documentos contábeis que demonstrem a ausência da capacidade de pagamento e justifiquem a prorrogação dos pagamentos. As duas companhias são credoras da IGB Eletronica, na classe de quirografários – ou seja, não usufruem de regalias ou prioridades em relação aos outros. 

O argumento é que a Gradiente não apresentou ao mercado, tampouco aos credores, quaisquer documentos financeiros e contábeis que justificassem a prorrogação de pagamentos.

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Na metade do mês passado, outros credores também entraram na Justiça pedindo esclarecimentos da IGB Eletronica. Na lista, estão Banco do Brasil, Banco Fibria, IBS Integrated Business e SportPro, sendo que a última empresa abriu ainda um processo pedindo a falência da Gradiente.

Segundo fonte que pediu anonimato, a decisão do juiz sobre o caso ainda deve demorar a sair, pelo menos até o fim desse mês, uma vez que sempre que um credor protocola uma nova petição, a justiça aguarda por mais 5 dias caso haja uma nova ocorrência. 

Entenda o caso
A Gradiente, que já foi a maior fabricante brasileira de eletrônicos, entrou em uma grave crise financeira em 2007, quando paralisou duas fábricas e as vendas no mercado.

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A companhia lançou um plano de recuperação judicial em 2008 e o processo de recuperação extrajudicial foi aprovado em 2010. Na ocasião, para levantar recursos, a Gradiente arrendou seus ativos – incluindo a marca e instalações industriais – à CBTD (Companhia Brasileira de Tecnologia Digital).