Sem trégua: Eletrobras dá sequência às quedas e despenca mais de 14%

Ações da estatal vêm sendo penalizadas por processo de renovação das concessões e acentuou perdas após Barclays recomendar venda dos papéis com preço-alvo de R$ 1,00

Usina Hidrelétrica de Tucuruí *** Local Caption *** Comportas abertas da usina de Tucuruí
Usina Hidrelétrica de Tucuruí *** Local Caption *** Comportas abertas da usina de Tucuruí

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SÃO PAULO – Após fechar em queda de 15% na segunda-feira e ser penalizada mesmo em dia de feriado no Brasil na véspera – com os seus ADRs (American Depositary Receipts) registrando forte queda – as ações da Eletrobras (ELET3; ELET6) iniciam o pregão desta quarta-feira (21) com fortes perdas. 

Por volta das 10h40 (horário de Brasília), as ações ordinárias ELET3 registravam queda de 14,86%, cotadas a R$ 6,82, liderando com folga as perdas do Ibovespa. Em seguida, aparecem os papéis preferenciais ELET6 da estatal, com perdas de 14,61%, negociados a R$ 8,84. Enquanto isso, o índice recuava 0,32% no mesmo horário. 

Na segunda-feira, os papéis despencaram após a equipe de análise do Barclays cortar o preço-alvo das ações da estatal, tanto ordinária quanto preferencial, para R$ 1 e reduziu a classificação para venda.

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O banco estima que as novas regras para as concessões podem diminuir em 30% a receita líquida da Eletrobras no próximo ano, o que reduz sua capacidade de distribuir dividendos e pode levar a uma substancial oferta de ações.

Na ocasião, a companhia também realizou uma teleconferência com analistas. Na ocasião, o diretor de relações com investidores, Armando Casado de Araújo, afirmou que em consequência do processo de renovação das concessões de energia elétrica com vencimento previsto a partir de 2015, o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) deve zerar no ano de 2013.

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