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SÃO PAULO – Enfrentando problemas de endividamento, a Viver (VIVR3) teve seu rating nacional de longo prazo rebaixado pela Fitch Ratings na tarde desta quinta-feira (4). A agência de classificação de risco cortou a nota da companhia de “BB+” para “BB-“. A mesma medida foi tomada com duas emissões de debêntures da empresa, que totalizam R$ 400 milhões. A perspectiva é negativa, o que significa que novos cortes podem vir em breve.
“O rebaixamento dos ratings da Viver e de sua segunda emissão de debêntures reflete o contínuo e forte enfraquecimento do desempenho operacional e dos indicadores de crédito da companhia”, resume a Ftich, em comunicado. Às 13h59 (horário de Brasília), a ação da empresa registrava queda de 4,00%, enquanto o Ibovespa marcava perdas de 1,55%. Apesar da ação estar em alta de 12,5% no ano, nos úlitmos 365 dias a empresa já perdeu 69,2% de valor de mercado, pressionada pelos problemas com a dívida.
A agência de classificação de risco também cita o elevado risco de refinanciamento e as maiores pressões de pagamento da dívida corporativa no curto prazo. “Atrasos nas obras, elevados volumes de distratos, relevante ajuste dos custos de projetos e morosidade no processo de aprovação e repasses de clientes às instituições financeiras têm pressionado o fluxo de caixa e a liquidez da companhia.”
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O relatório da agência alerta que os resultados vão continuar fracos neste ano, sendo que os atuais anúncios de vendas de ativos são positivos, mas não o suficiente para eliminar os riscos de refinanciamento.
No final do último ano a empresa tinha R$ 197 milhões em caixa e aplicações financeiras, mas uma dívida total ajustada de R$ 1,59 bilhão. A dívida ajustada de curto prazo é de R$ 798 milhões, já considerando os perdões dos credores, informa a Fitch Ratings.