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SÃO PAULO – Os resultados da Gerdau (GGBR4) vieram melhores que o esperado pelo mercado, quando comparados com o mesmo período do ano passado. Na avaliação de analistas, a retomada das vendas, puxada pela demanda doméstica da construção civil e do setor automotivo, impulsionam expectativas de ganho para os papéis da siderúrgica na bolsa.
Já nesta quinta-feira (2), os papéis da companhia encerraram com valorização de 1,66%, sendo cotadas a R$ 18,33, figurando entre 14 ações listadas no Ibovespa que conseguiram encerrar no campo positivo. No intraday, os ativos da companhia apresentaram forte volatilidade, chegando a registrar queda de 2,11% (R$ 17,65) e alta também de 2,11% (R$ 18,41).Enquanto isso, o principal benchmark da bolsa brasileira encerrou o pregão com queda de 1,37%.1,37%
Boas perspectivas
Para a BB Investimentos, o resultado da Gerdau no período foi positivo, apesar do menor volume de vendas na América do Norte. “O desempenho das outras operações de negócios (ON) e a elevação na receita por tonelada destacam o desempenho consolidado da companhia”, analisa em relatório, assinado por Victor Penna.
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Segundo a instituição, o balanço do segundo trimestre demonstra uma demanda ainda aquecida no segmento de aços longos, que tende a refletir positivamente no desempenho dos papéis da Gerdau, em relação aos seus concorrentes. “O setor de construção civil deve continuar influenciando positivamente a companhia nos próximos trimestres, podendo compensar o menor desempenho esperado na indústria”, ressalta.
A analista Karina Freitas, da Concórdia Corretora, pondera que as operações na América do Norte e Latina ainda não registraram evolução de margens, mesmo com maiores volumes de venda para a América Latina e por conta do cenário de recuperação econômica – ainda que lenta – do mercado norte-americano. Ainda assim, a instituição avalia que os resultados do trimestre foram bons.
“Acreditamos que o cenário ainda é desafiador, mas que as perspectivas se mantém favoráveis para a companhia, que deverá se beneficiar dos programas de incentivo ao investimento em infraestrutura na América Latina (incluindo Brasil), estímulos a retomada da produção industrial no país e de um melhor cenário para construção civil, no segundo semestre”, afirma em relatório.
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Desafios da demanda
Apesar da crise que assola as economias ao redor do globo e a necessidade de se tornar mais seletiva em seus investimentos, a Gerdau frisou nesta quinta-feira que vê com bons olhos a demanda do cenário interno.
Em teleconferência à imprensa, André Johannpeter, diretor-presidente, afirmou que o consumo de aços longos por parte da construção civil continua “muito forte”. O problema, contudo, é por parte da indústria. “Com a desindustrialização, a perspectiva não é tão boa”, disse.
Entretanto, ao divulgar os resultados a empresa alertou que se tornou mais seletiva e mais rigorosa em seus investimentos, focando naqueles de maior retorno. Nesse sentido, a siderúrgica revelou a retomada do projeto de R$ 1,1 bilhão para a construção de uma usina no México, pela joint venture Gerdau Corsa. A usina terá capacidade instalada de 1 milhão de tonelada de aço por ano, além de 700 mil toneladas de laminados. O início das operações está prevista para o segundo semestre de 2014.