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SÃO PAULO – Apesar de terem recuado na comparação anual, as taxas de inadimplência no Banco Santander (SANB11) aumentaram nos últimos meses, refletindo, na opinião do presidente-executivo do banco, Oscar Rodrigues Herrero, as medidas macroprudenciais que vêm sendo tomadas pelo governo desde o mês de novembro no ano passado com o objetivo de conter a inflação no País.
Segundo ele, as medidas pressionaram a renda principalmente para clientes ligados ao setor de consumo no trimestre. Já prevendo que esse cenário devem voltar a influenciar no terceiro trimestre de 2011, o presidente explicou em teleconferência realizada nesta quarta-feira (27) para apresentar os resultados do 2T11 que o banco pretende compensar este recuo no setor, aumentando as linhas de crédito para o setor de infraestrutura estimando, com isso, atingir um equilíbrio para a inadimplência a partir do quarto trimestre de 2011.
“Mostramos um forte crescimento no consumo e pelas medidas macroprudenciais tomadas pelo governo, acreditamos que o crédito consumo desacelere. Essa desaceleração será compensada pelo aumento de outras linhas de credito, como para o setor de infraestrutura, no fortalecimento devido a eventos como a Copa do Mundo e Olimpíadas e as obras do Pré-Sal”, explica.
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Índices de inadimplência
O índice total de atrasos acima de 90 dias no banco passou de 4,7% em junho de 2010 para 3,9% no final do ano passado. Já no mês de junho de 2011 o índice voltou a subir para 4,3%. Enquanto isso, a inadimplência acima de 60 dias, que ficou em 5,6% em junho do ano passado, alcançou 4,7% no fim de 2010 e voltou a subir 5,2% em junho último.
Carteira de crédito
A carteira de crédito gerencial totalizou R$ 171.379 milhões no primeiro semestre de 2011, com crescimento de 17,0% em doze meses e 4,1% no trimestre. Excluindo o efeito da variação cambial, a carteira de crédito cresce 19,2% em doze meses e 4,6% no trimestre, valor considerado abaixo do crescimento das carteiras noi mercado. Segundo Herrero, o foco do banco não é aumentar a carteira, e sim melhorar a qualidade da mesma para o próximo trimestre.
“A carteira de crédito esta crescendo abaixo do mercado, mas não estamos preocupados crescimento a mais de 20%. Estamos em um patamar confortável, diante da possível redução da atividade industrial diante dos impactos das medidas macropudenciais e do aumento da taxa de juros aplicada pelo Banco Central”, completa.