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SÃO PAULO – Após considerar a integração com o Real concluída, a diretoria do Santander (SANB11) deve priorizar a expansão comercial da marca. O presidente da unidade brasileira do banco, Marcial Portela, disse dar pouca importância aos elevados níveis de inadimplência e despesas administrativas, que considera desdobramentos naturais do processo de união das marcas.
O Santander já capturou sinergias de R$ 1,88 bilhão com a fusão, segundo o banco. A meta é alcançar R$ 2,4 bilhões em ganhos de serviços. “A integração foi um sucesso”, disse Portela em conferência com analistas depois da divulgação dos resultados do primeiro trimestre. “Já olhamos a fusão pelo retrovisor. É algo que está no passado”, completou.
Após um longo processo de unificação de plataformas, que envolveu a migração de 38 milhões de contas e 9 milhões de clientes ativos, o Santander pretende abrir 110 agências neste ano e atingir 600 unidades nos próximos três anos. Atualmente, 2.200 agências estão distribuídas pelo Brasil. “Nós vamos continuar com o foco na expansão comercial nos próximos trimestres”, afirmou Portela.
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O presidente adicionou que a integração leva a instituição a direcionar esforços para “alcançar níveis de excelência na qualidade de serviços aos clientes”. Ele ainda sinalizou que o banco pretende acompanhar o crescimento da classe C brasileira nos próximos anos.
Inadimplência e despesas não preocupam
Quanto à inadimplência, que recuou 0,9 ponto percentual neste trimestre, para 6,1% na carteira sob o padrão IFRS, ele não mostrou preocupação. Em relação às despesas com pessoal e administrativas, em alta de 11,5% na base anual, para quase R$ 3 bilhões no período, “é razoável esperar alta de cerca de 10% ao longo deste ano”, segundo o executivo. Os números não devem ser permanentes, ocasionados pela integração com o Real, sinalizou.
Por outro lado, a melhora na margem financeira foi considerada bastante expressiva. O lucro líquido subiu 17,5% na comparação com o mesmo período de 2010, atingindo R$ 2,071 bilhões. “Um crescimento que no contexto macroeconômico atual está muito bem”, disse Portela.