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SÃO PAULO – O advogado do Banco Santander (SANB11) disse que os planos econômicos não beneficiaram os bancos, em julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal). “As leis na época não criaram vencedores artificiais. Éramos todos perdedores para a inflação”, afirmou Marcos Cavalcanti de Oliveira, que defende o banco no julgamento.
Embora o banco esteja no Brasil como banco de varejo apenas depois da época dos planos, ele “herda” as obrigações das instituições que comprou, como o Banespa e o Banco Real – dois dos maiores bancos nacionais. Por isso, o Santander tem uma ligeira exposição ao problema, menor do que Bradesco (BBDC4), Itaú Unibanco (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3).
O advogado lembrou que todos os planos alteraram o padrão monetário – algo péssimo para instituições financeiras. “Em todos os planos havia a introdução do congelamento de preços”, lembrou Oliveira no plenário.
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Já o Antonio Pedro Machado, diretor jurídico do Banco do Brasil, destacou que os governos só tomaram essa medida em situação emergencial e que é necessário estar sempre atento ao monitoramento da inflação. “Mesmo hoje, em economia estabilizada, os cuidados com a vigilância da inflação são permanentes”, disse.