MRV revê orçamento para 2011 e sente impacto do custo da mão de obra

Revisão realizada no último trimestre de 2010 foi "mais pesada e conservadora, o que acabou impactando as margens"

Publicidade

SÃO PAULO – A MRV Engenharia (MRVE3) destacou a revisão orçamentária efetuada no final do ano passado, que foi motivada principalmente por maiores custos de mão de obra, em teleconferência realizada nesta quinta-feira (24) sobre os resultados financeiros do último trimestre e do acumulado de 2010.

Como em todos os trimestres, a companhia revê os possíveis custos que irão impactar nos trimestres adiante. De acordo com Rubens Menin, diretor-presidente da companhia, a revisão realizada no último trimestre de 2010 foi “mais pesada e conservadora, o que acabou impactando nas margens”.

“A grande maioria da revisão dos custos foi fruto de um conservadorismo em função de uma demanda de mão de obra maior”, explicou Menin. O executivo lembrou que a empresa começou o ano de 2010 com cerca de 12 mil colaboradores e atualmente o número se aproxima dos 25 mil.

Continua depois da publicidade

As despesas acabam sendo elevadas por conta dos investimentos em treinamento e capacitação do seu pessoal. O quesito mão de obra ainda foi considerado como imprevisível, pois sua evolução é muito incerta e depende de diversos fatores, ao contrário do que acontece com os custos de materiais como o aço e o cimento, que é possível estimar as possíveis elevações dos preços.

Produtividade
Quando questionados sobre uma possível perda de produtividade de seus colaboradores, os executivos da MRV foram enfáticos ao afirmar que seus índices de produtividades estão cada vez melhores e que a velocidade de produção está aumentando em ritmos muito acelerados.

Convém ressaltar que muitas empresas de construção, que atuam forte em regiões interioranas, vêm encontrando problemas quanto à produtividade da mão de obra contratada. No entanto, Menin apontou que apesar da MRV ter uma forte presença no interior, ela também utiliza as melhores tecnologias do País e, com isso, consegue apresentar ao mercado “um dos métodos mais eficientes e que levam a um dos ciclos – de construção – mais curtos do setor”.