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SÃO PAULO – A Duratex (DURA4)
reportou um lucro líquido de R$ 46,9 milhões no primeiro trimestre de 2009, enquanto no mesmo período do ano anterior o saldo ficara positivo em R$ 72,2 milhões. A queda foi de 35,04%.
O resultado veio abaixo do esperado pelo Citigroup e pelas corretoras Spinelli e Brascan. Confira abaixo as opiniões expressas em relatórios divulgados:
Citigroup
Para a instituição financeira norte-americana, o resultado da Duratex foi “fraco” entre janeiro e março.
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O Citi afirma que suas estimativas ainda devem levar em consideração o adiamento do plano de investimento – orçado em R$ 1 bilhão – para a implantação da nova linha de MDP (compensado feito com partículas de madeira). Isto deverá ocasionar um aspecto adverso nas próximas projeções.
Contudo, o banco destaca que a companhia está otimista com o plano do governo federal destinado à construção civil, que inclui principalmente a redução de impostos na compra de materiais e aumento dos limites de financiamento, além de mais crédito e subsídios.
O Citi prevê que os ativos se desvalorizarão no curto-prazo e, por conta disso, reiterou sua recomendação de venda para as ações preferenciais da Duratex, com base principalmente em sua volatilidade. A instituição financeira ainda manteve o preço-alvo em R$ 18,50 e projeta um dividendo de R$ 0,6641 por ação durante os próximos 12 meses.
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O banco afirma também que se mantém “cauteloso” diante do cenário econômico negativo e da percepção dos investidores no setor de construção da América Latina.
Spinelli
Para a corretora, o resultado ficou abaixo do esperado, especialmente por conta das vendas menores devido à crise econômica e margens pressionadas.
Como ponto negativo, os economistas da Spinelli ainda lembraram que a empresa anunciou a desativação de 3 linhas de produção de chapas de fibra, localizadas em Jundiaí, com capacidade conjunta de 150 mil m3 por ano.
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A Duratex prevê ganhos de produtividade e redução de custos de R$ 23 milhões por ano. O custo dessa desativação será de R$ 8 milhões e já impactou o resultado do primeiro trimestre de 2009.
Na avaliação da Spinelli, os principais riscos da Duratex continuam relacionados ao ritmo de crescimento da economia brasileira. O desemprego está aumentando e houve queda expressiva nos lançamentos de imóveis pelas construtoras, o que é desfavorável para a empresa.
“Porém, a Duratex conta com alguns pontos favoráveis, como a isenção de tributos e os planos de incentivo para moradia, sobretudo a elevação do valor máximo do imóvel financiado, via recursos do FGTS, de R$ 350 mil para R$ 500 mil”, ressalva a corretora.
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A alta de 30% nas ações da empresa desde o fim de março fez a cotação dos papéis ficar próxima do preço-alvo de R$ 20,13 estipulado pela Spinelli. “Apesar de o cenário ainda não justificar revisão, acreditamos ser interessante a manutenção das ações, tendo em vista o quadro conservador em nossas projeções”.
Brascan
Para a corretora, os resultados também vieram abaixo das estimativas. A Brascan ainda apontou fatores que deverão beneficiar os resultados da divisão Deca, fortemente afetada pelo atraso na implantação do pacote habitacional por parte do governo federal:
A Brascan espera uma melhora na rentabilidade operacional da Duratex a partir do segundo semestre deste ano, quando espera-se pela recuperação do mercado externo, grau de ocupação maior da nova fábrica de MDF e ganhos de produtividade vindos do fechamento da fábrica de chapas de fibras, estimados em R$ 23 milhões por ano.
A corretora acrescenta que revisará os resultados divulgados e que, por enquanto, mantém sua recomendação outperform e um preço-alvo de R$ 36,43 por cada ação.