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Porto Seguro: resultado histórico e dividendo recorde fizeram a alegria dos acionistas

A seguradora foi escolhida a melhor empresa do setor financeiro no ranking criado pelo InfoMoney em parceria com o Ibmec e a Economatica 

Roberto Santos, CEO Porto Seguro
(Zeca Caldeira)

SÃO PAULO - Depois de anos investindo em tecnologia e na melhoria de processos, o que, de um lado, levou à queda dos custos, e de outro, ao aumento da receita, a seguradora Porto Seguro pôde enfim comemorar. A empresa encerrou 2018 com um resultado histórico.

O lucro líquido aumentou 34% e ultrapassou R$ 1,3 bilhão. Já o volume de prêmios cresceu quase 5% na comparação anual e chegou a R$ 15,3 bilhões.

“Há seis anos, iniciamos um processo de aportes em tecnologia e os resultados começaram a ser sentidos em 2017. A Porto resistiu muito bem nos anos de crise econômica e ainda viu a operação ficar mais eficiente”, diz Roberto Santos, presidente da companhia.

A Porto Seguro foi escolhida a melhor empresa do setor financeiro no ranking Melhores Empresas da Bolsa, feito pelo InfoMoney em parceria com o Ibmec e a Economatica. O ranking analisou diferentes indicadores das companhias abertas em três anos, de 2016 a 2018 (confira as demais vencedoras e a metodologia).

No ano passado, as despesas operacionais e administrativas recuaram 2%, para R$ 2,47 bilhões. Em três anos, o esforço resultou em queda de 3,1 ponto percentual nos custos nominais, para um índice de 16,9%.

Colaboraram para a eficiência maior da operação ferramentas de cobrança, de análise atuarial e de risco, cujo resultado final foi uma melhor precificação do produto. A sinistralidade (taxa que mede o volume de indenizações pagas em relação ao volume de prêmios) caiu entre 4% e 5% em 2018.

Dividendos generosos

O resultado da operação mais equilibrada foi um pagamento de dividendos ao acionista de R$ 1,5 bilhão, volume recorde.

O valor elevado foi decorrente de uma distribuição extraordinária de R$ 800 milhões, informa a empresa, alinhada com o objetivo estratégico de buscar aumento de eficiência no uso do capital.

A Porto não tem uma política definida de dividendos. “Decidimos ano a ano se vamos distribuir e quanto, dependendo do nível de investimento necessário ou mesmo se há uma boa oportunidade de aquisição”, explica Santos.

O mercado acionário refletiu o ano acima da curva da Porto Seguro. Suas ações valorizaram 56,50% apenas em 2018 – incluindo JCP e dividendos – e isso após a alta expressiva de 41,30% em 2017, pelo mesmo critério. 

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