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Nova lei do distrato abre espaço para retomada de incorporadoras – e oportunidade na bolsa

Empresas como Cyrela, Even e Eztec devem ser beneficiadas pelas regras aprovadas nesta semana

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(Divulgação)

SÃO PAULO – Aprovada na última quarta-feira (5) na Câmara dos Deputados, a Lei do Distrato é a mudança mais aguardada dos últimos tempos pelo setor de construção civil. Segundo especialistas, os resultados devem ser positivos principalmente para construtoras voltadas à média e alta renda, que se tornam oportunidade na bolsa de valores.

Pela nova norma, que ainda deve ser sancionada pelo presidente, clientes que desistirem da compra de um imóvel negociado na planta terão de pagar até 50% do valor já dado à construtora como multa para desfazer o negócio. Até então, não havia padrão para esta multa, e boa parte dos casos ia parar na Justiça e gerar multa de 10% a 15%.

Há tempos, a compra de imóveis por especuladores era uma das grandes queixas de incorporadoras, bem como o aumento no número de desistências em momentos de queda nos preços, principalmente durante a crise econômica. Como a maior parte do dinheiro era devolvida aos desistentes, as empresas alegavam problemas de fluxo de caixa em projetos importantes.

A nova regra deve desencorajar essas práticas e diminuir estes custos para as empresas e melhorar os resultados financeiros para os próximos trimestres. A confiança deve aumentar e, consequentemente, deve haver uma retomada nos lançamentos, praticamente paralisados há meses.

Tecnisa, Helbor, Gafisa, Even, Eztec e Cyrela já estão no radar de analistas para a composição de carteiras de investimentos que aproveitarão este movimento. Para aproveitar as altas da bolsa com corretagem zero, abra uma conta na Clear. 

Para o analista Jorel Guilloty, do Morgan Stanley, há um ponto de inflexão na indústria de construção nacional – ainda prematura na comparação com o resto do mundo. Há meses, o estoque de imóveis está abaixo da média, e a demanda, bem como a disponibilidade de crédito devem aumentar futuramente, ao menos para os níveis pré-crise.

O mesmo analista considera a Cyrela a melhor empresa para aproveitar este momento de virada no ciclo, enquanto outros especialistas dão destaque a empresas mais alavancadas, como a Tecnisa, Helbor, Gafisa, cujo poder de investimento em novos empreendimentos deve trazer mais resultado rapidamente.

Na bolsa, a Tecnisa (TCSA3) subia 1,55% no início desta tarde, e a Helbor (HBOR3), +2,94%. A disparadada Even (EVEN3) impressiona mais: 4,57%, ante queda de 1,49% do Ibovespa.

As ações da Cyrela (CYRE3) fecharam a quarta-feira com alta de 2,64% e eram negociadas praticamente no zero a zero.

Já Gafisa (GFSA3), não chegou a se recuperar de um movimento de queda recente e despencava 7,44%. Vale lembrar, porém, que a ação da empresa teve um movimento atípico e subiu por 17 dias seguidos até ontem, mesmo em datas de queda brusca do Ibovespa. Além disso, está passando por uma reestruturação intensa após a chegada de novos acionistas da GWI em setembro.

 

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