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Facebook já bloqueou mais de 1 bilhão de contas falsas na rede social

Mark  Zuckerberg afirmou que uma rede de perfis falsos do Brasil foi excluída por esconder sua identidade e espalhar "desinformação" em meio às eleições presidenciais deste ano.

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(Robert Galbraith/Reuters)

SÃO PAULO – Mais de um bilhão de contas falsas já foram bloqueadas no Facebook entre outubro de 2017 e março de 2018, informou o fundador e CEO, Mark Zuckerberg, nesta quinta-feira (13). Ele ainda disse que essas contas são “a causa de boa parte dos abusos cometidos, inclusive durante período eleitoral”.

O executivo ainda citou o caso de uma rede de perfis falsos no Brasil que foi excluída por esconder sua identidade e espalhar “desinformação” em meio às eleições presidenciais deste ano.

“Meu foco em 2018 tem sido corrigir os problemas mais importantes que o Facebook enfrenta – incluindo defender as eleições de interferência, proteger melhor nossa comunidade de abusos e garantir que as pessoas tenham mais controle sobre suas informações. Esta nota é sobre prevenir interferências nas eleições no Facebook”, escreveu o CEO em publicação no seu perfil oficial.

Ele ainda comentou que graças a avanços no machine learning, hoje a rede social conta com um sistema que “bloqueia milhões de contas falsas a cada dia”. A maioria das contas foi deletada minutos após terem sido criadas e antes que pudessem se tornar nocivas, segundo Zuckerberg.

A rede continua trabalhando em melhorias para garantir que, cada vez mais, tais contas sejam excluídas e seja possível preservas o rumo natural das eleições.

A ação do Facebook foi anunciada poucos meses depois do escândalo envolvendo a própria rede social e a empresa Cambridge Analytica, em que foi revelado que os dados de mais de 50 milhões de usuários foram utilizados sem consentimento pela CA para fazer propaganda política na rede social.

No final de julho, a rede social derrubou 186 páginas e 87 perfis brasileiros por violarem suas políticas de autenticidade. Como grande parte das contas estava ligada ao MBL (Movimento Brasil Livre), a atitude foi contestada e a empresa acusada até mesmo de “censura”. As páginas, entretanto, continuaram excluídas.

A empresa vem trabalhando duramente para combater tanto perfis falsos quanto a disseminação de fake news na plataforma. Como mostramos aqui, ela começará a checar informações divulgadas através de imagens e vídeos, além de links e artigos, e também contratou 20 mil pessoas neste ano para as áreas de segurança e proteção, justamente para identificar quem são os criadores das redes de contas falsas.

“Conforme evoluímos, nossos adversários também o fazem. Nós vamos e continuaremos melhorando e trabalhando juntos para continuar na frente e proteger nossa democracia”, finalizou o CEO no comunicado.

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