Cannabis

Crise de liquidez em setor de cannabis pode beneficiar Uruguai

Os altos custos de produção no setor tem abalado a indústria de cannabis da América do Norte

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(Bloomberg) – A indústria de cannabis da América do Norte sofre uma crise de liquidez, e isso pode canalizar investimentos para países que cultivam maconha a baixo custo, como o Uruguai, segundo Jordan Lewis, um veterano do setor.

“Todo mundo está acordando para o fato de que não faz sentido cultivar cannabis na tundra do Canadá” e em outros lugares da América do Norte, disse Lewis, diretor-presidente da Silverpeak Life Sciences Uruguay. O Uruguai, que foi o primeiro país a legalizar a maioria dos usos da maconha, tem potencial para se tornar um “centro de produção de baixo custo”, disse.

Empresas de cannabis entram em fase de consolidação, uma tendência que irá dominar o campo de jogo à medida que mercados de capitais priorizam o lucro em vez da expansão vertiginosa. Produtores canadenses como Aurora Cannabis e Tilray cortam empregos para reduzir custos e, nos EUA, apenas as maiores empresas de cannabis têm acesso ao mercado de capitais. Alguns produtores enfrentam déficits de caixa que podem deixá-los fora do negócio.

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“Acho que houve um ‘reality check’ em todo o setor”, disse Lewis em entrevista por telefone. “O mais importante no momento é entregar resultados. Isso significa garantir que você tenha uma operação sustentável em termos de fluxo de caixa.”

A Silverpeak, com sede na Colúmbia Britânica, não tem pressa em pedir mais dinheiro aos investidores, depois de ter captado cerca de US$ 25 milhões entre o fim de 2018 até o final do ano passado. A empresa espera que o fluxo de caixa livre de sua subsidiária uruguaia, a Fotmer Corporation SA, atinja o ponto de equilíbrio este ano, disse.

“Queremos ir ao mercado de capitais quando as condições forem favoráveis”, afirmou Lewis. “No momento, o objetivo é ter o luxo de decidir quando ir.”

No ano passado, a Fotmer enviou pouco mais de uma tonelada de flores secas com alto teor de THC para um país da UE, que o executivo não quis identificar, e para a Austrália. Lewis espera que a Austrália e UE sejam os principais mercados de exportação em 2020. Israel também pode se tornar outro possível comprador.

“Esperamos enviar mais de 100 quilos por mês no curto prazo. No momento, o fator limitante para é nossa produção real”, afirmou.

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