Contrariando perdas do setor, Helbor se aproxima de máxima histórica

Ação já supera a cotação de seu maior fechamento na história, após o resultado trimestral confirmar boa rentabilidade e criação de valor aos acionistas

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SÃO PAULO – Impulsionada por um bom resultado trimestral, a Helbor (HBOR3) se posiciona para quebrar recordes. Com uma valorização de 0,71% nesta quinta-feira (21), aos R$ 12,77, segundo cotação das 15h50 (horário de Brasília), a ação já supera o seu maior fechamento da história, que foi atingido em 13 de dezembro, quando ela valia R$ 12,75.

O bom desempenho dela já vem desde o começo deste mês, com uma valorização de 10,09% no período. Essa alta vem em um momento onde o IMOB, índice que reúne as ações do setor imobiliário, cai 6,74% após resultados decepcionantes de empresas como MRV (MRVE3) e Gafisa (GFSA3), enquanto o Ibovespa, principal índice de ações da bolsa, recua 3,24%.

Na máxima desta quinta-feira ela chegou a valer R$ 12,87, depois de uma valorização de 1,50%. Para chegar à maior cotação de sua história, atingida em 17 de dezembro, ela precisa ganhar mais R$ 0,12 sobre sua máxima deste pregão. Na quarta-feira, a ação fechou em forte alta de 4,79%, guiada pelos números trimestrais.

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“Apesar da redução significativa na velocidade das vendas (VSO), em função da redução da demanda e das dificuldades para a obtenção de aprovações para as obras (…), a Helbor conseguiu apresentar bons resultados”, resume Karina Freitas, analista da Concórdia Corretora, em relatório.

A analista diz que a empresa foi ajudada pela venda de obras lançadas em outros períodos, mantendo-se líder nesse indicador.

Rentabilidade e criação de valor aos acionistas
Já a equipe da Ágora Corretora diz que a Helbor se destacou pela elevada rentabilidade e uma estratégia diferenciada – a analista da Concórdia diz que ela tem conseguido um bom gerenciamento de custos, ainda que todas suas obras sejam feitas por parceiros e sejam geograficamente diversificadas, o que difere de muitas empresas do setor.

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Em relatório, o analista José Cataldo, da Ágora, ainda lembra que o resultado não foi impactado pelos benefícios fiscais decorrentes do novo regime de tributação do setor. Isso é, não houve impactos não-recorrentes. Cataldo se mostra surpreso com a margem bruta e a margem Ebitda (lucro antes de taxas, impostos, depreciação e amortização), que continuaram a tendência de alta.

Também ganha destaque entre os analistas a proposta de bonificação, onde a Helbor pretende emitir 3 novas ações para cada 10 ações que o investidor tiver. “Como reflexo, a liquidez da HBOR3 tende a tornar-se mais robusta, aumentando a representatividade e a visibilidade do ativo no mercado acionário brasileiro.”

Karina Freitas, da Concórdia, ainda lembra que a distribuição de dividendos da empresa aumentará para 45% do lucro líquido neste ano e para 50% no próximo. Isso faz parte de uma política adotada desde 2009, na qual ela se propõe a elevar a distribuição em 5 pontos percentuais todo ano. “Dessa forma, vislumbramos que a empresa seja uma boa oportunidade no setor de construção para investidores de médio e longo prazo”, conclui.