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SÃO PAULO – As ações do Itaú Unibanco (ITUB4) amargaram fortes perdas no pregão desta quarta-feira (25), diante da expectativa de alta nas taxas de inadimplência revelada durante teleconferência. Os ativos ITUB4 recuaram 5,88%, sendo negociadas a R$ 29,60, fechando próximo de sua mínima no intraday (R$ 29,56), quando chegou a registrar recuo de 6,01%. Vale mencionar que as ações ainda tiveram o maior giro financeiro do pregão, movimentando R$ 967 milhões – quase o triplo da média diária.
A queda reflete o pronunciamento do diretor de relação com investidores do banco, Alfredo Setubal, estimando um aumento das despesas com provisões para liquidação de crédito duvidoso nos próximos trimestres.”Como houve essa sinalização de que a inadimplência vai piorar, o papel está reagindo mal”, afirma o estrategista da Futura Investimentos, Adriano Moreno.
Conforme expectativas, a instituição espera que as despesas de provisão fiquem entre R$ 6,0 bilhões e R$ 6,4 bilhões no segundo trimestre, subindo para um intervalo entre R$ 6,5 bilhões e 7,1 bilhões no período entre julho e setembro.
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Efeito cascata
A desvalorização das ações do Itaú Unibanco foi acompanhada pelos ativos de outros bancos, entre eles, o Itaúsa (ITSA4, R$ 9,66, -5,66%), Santander (SANB11, R$ 15,70, -0,82%), Bradesco (BBDC4, R$ 29,85, -2,58%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 23,04,-2,37%).
“O que acontecendo com o Itaú Unibanco é uma sinalização do está acontendo com mercado de crédito como um todo. Se tem um player como ele mostrando que vai aumentar PDD [provisões para devedores duvidosos], causa um efeito cascata, basicamente”, finaliza o analista.