Com alta de quase 200% em 3 anos, Mills pode subir ainda mais com Copa de 2014

Além dos eventos esportivos, boom de construção e plano de investimento do governo devem favorecer companhia pelos próximos anos, diz analista

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SÃO PAULO – Num país com ampla necessidade de investimentos em infraestrutura, a Mills (MILS3) parece bem posicionada para aproveitar as oportunidades que estão aparecendo no Brasil, e principalmente bem colocada para pegar carona na corrida para o desenvolvimento de projetos para Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016. E o reflexo disso pode ser sentido no desempenho das ações na BM&FBovespa.

O mercado volta-se para a fornecedora de andaimes e formas para concreto em busca de uma maneira de tirar proveito desse boom de construção. Uma das mais recomendadas pelos analistas no mês de fevereiro, a companhia registra uma impressionante alta de 193% desde o IPO (Initial Public Offering), em abril de 2010 – e somente o ano passado, 93,49%. Por sua vez, o Ibovespa saiu de 70.524 pontos para 58.026 pontos, configurando uma queda de 17,72% em quase três anos.

Quando comparada com outras empresas que abriram capital no mesmo ano, o desempenho da Mills também chama atenção. Dos 11 IPOs que ocorreram em 2010, apenas os papéis da Aliansce (ALSC3) e Multiplus (MPLU3) registram uma variação ligeiramente superior, de 190% e 195% respectivamente.

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Segundo o analista Felipe Martins Silveira, da Coinvalores, a Copa do Mundo e as Olimpíadas do Rio de Janeiro são a cereja do bolo desse “sucesso” da Mills. Das 452 empresas com ações negociadas na BM&FBovespa, a Mills é uma das poucas a se beneficiar diretamente da construção de rodovias, estádios e estações de metrô antes da Copa do Mundo, o que dá à ação um valor de escassez que vai ajudar ainda mais a impulsionar os ganhos da empresa de cerca de US$ 2 bilhões. No último balanço divulgado pela empresa, do terceiro trimestre de 2012, 21% da receita da companhia veio de obras dos dois grandes eventos esportivos que ocorrerão no País.

Outro ponto que deve servir de impulso para a empresa é a própria dinâmica da economia brasileira, explica o analista da Coin, principalmente por ela ter uma participação relevante no mercado. O plano de investimento anunciado por Dilma Rousseff no final de 2012, que prevê R$ 187 bilhões para rodovias, ferrovias e portos em 25 anos deve gerar um bom retorno para a empresa. “Boa parte desses investimentos podem virar receita para Mills no decorrer desses anos”, enfatiza Silveira.

Felipe Rocha, da Omar Camargo, também compartilha avaliação semelhante. “A empresa é um interessante player na bolsa, e ganhará não apenas com a Copa, mas com o ciclo de investimento em infraestrutura que é esperado para o Brasil”, disse.

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Além dos investimentos mais pesados, Rocha acrescenta também que a empresa está bem posicionada para gerar receita com as construções residenciais, cuja demanda continua impulsionada pela expansão do crédito habitacional, e que deve dar uma garantia a mais no curto prazo para o investimento na companhia.