Castro cobra ‘mão na massa’ da Light (LIGT3) mas nega pedido por intervenção

Governador do Rio de Janeiro criticou concessionária por dificuldades em lidar com os furtos de energia

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O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), criticou a postura da Light (LIGT3) em seu pedido de recuperação judicial, mas negou que esteja em conversas com o governo federal para que ocorra uma intervenção na Light SESA, concessionária responsável pelos serviços de energia elétrica na região metropolitana do estado.

“Não estamos lutando pela intervenção do governo federal e não tivemos nenhum diálogo em relação a isso”, afirmou Castro, em conversa com o InfoMoney após jantar promovido pelo grupo Esfera Brasil, em São Paulo.

“Mas a minha crítica continua. Outras concessionárias com menos tempo de concessão investiram em tecnologia e na diminuição do desperdício enquanto a Light está há mais de 20 anos [com a concessão] e continua enrolada”, prosseguiu.

Em seu pedido de recuperação judicial, a Light alegou que os prejuízos com os “gatos” de eletricidade, as chamadas “perdas não técnicas”, correspondem a 57,5% do faturamento da SESA – o custo da tarifa cobre apenas 40% da receita.

“Estamos dispostos a ajudar a Light no que ela precisa, mas acho que falta por parte deles parar de reclamar um pouco e botar a mão na massa para trabalhar, dialogar com as comunidades e aumentar sua base [de clientes]”, prosseguiu o governador.

Sobre o pedido feito pela Light à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na última semana para a renovação antecipada de sua concessão, Cláudio Castro despistou e reforçou que esta é uma decisão que cabe o governo federal.

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“A gente não está dentro do processo para ver os números e nem fazemos advocacia administrativa para empresa alguma. Ninguém quer que um empreendedor vá mal ou saia no prejuízo, mas nós queremos um serviço bem-feito, com uma concessão equilibrada”, concluiu Castro.


Repórter de Negócios do InfoMoney, já passou por g1, Valor Econômico e Exame. Jornalista com pós-graduação em Ciência Política (FESPSP) e extensão em Economia (FAAP). Para sugestões e dicas: rikardy.tooge@infomoney.com.br